Em 2023 e 2024, 13 unidades da Federação registravam mais beneficiários do programa do que empregos formais. Em 2025, esse número caiu para 12 e agora chega a nove.
Em nove estados brasileiros, o número de famílias atendidas pelo Bolsa Família ainda supera o total de trabalhadores com carteira assinada. Os dados são de fevereiro de 2026 e mostram que, apesar de avanços recentes no mercado de trabalho, a dependência do auxílio social segue elevada em parte do país.
Atualmente, estão nessa condição Maranhão, Pará, Piauí, Bahia, Paraíba, Amazonas, Alagoas, Acre e Amapá. O cenário, no entanto, já foi mais amplo. Em 2023 e 2024, 13 unidades da Federação registravam mais beneficiários do programa do que empregos formais. Em 2025, esse número caiu para 12 e agora chega a nove.
Na comparação com o ano passado, três estados deixaram essa lista: Sergipe, Pernambuco e Ceará, indicando melhora relativa no equilíbrio entre assistência social e geração de empregos formais.
No panorama nacional, o Brasil soma cerca de 48,8 milhões de trabalhadores com carteira assinada, enquanto o Bolsa Família atende aproximadamente 18,8 milhões de famílias.
Mesmo nos estados onde o auxílio ainda supera o emprego formal, houve avanço das vagas com carteira assinada em todas as unidades da Federação ao longo do último ano. Os dados foram obtidos a partir do cruzamento de informações do Ministério do Desenvolvimento Social com registros do Caged.
A relação entre beneficiários e trabalhadores formais mostra que, em fevereiro de 2026, havia 38,6 famílias atendidas pelo programa para cada 100 pessoas empregadas formalmente. Esse índice permanece estável desde agosto de 2025.
O maior nível de dependência foi registrado em janeiro de 2023, quando o país contabilizava 49,6 beneficiários para cada 100 trabalhadores com carteira assinada.
A redução observada ao longo de 2025 é atribuída a dois fatores principais. O primeiro foi o crescimento do emprego formal, impulsionado por uma economia mais aquecida, que levou o número de vagas a patamares recordes. O segundo foi a revisão nos cadastros dos programas sociais, que resultou na exclusão de cerca de 2,1 milhões de famílias do Bolsa Família após um processo de verificação mais rigoroso.
Apesar da melhora, a estabilidade recente indica que a redução da dependência do auxílio pode ter perdido força no início de 2026.
Fonte: poder360.com.br







