Solicitação de prorrogação por 60 dias será analisada por Davi Alcolumbre, que já negou pedido semelhante em outra comissão
O senador Alessandro Vieira protocolou nesta segunda-feira (6) um pedido para prorrogar por mais 60 dias os trabalhos da CPI do Crime Organizado no Senado. O requerimento conta com o apoio de 28 parlamentares e agora depende da autorização do presidente da Casa, Davi Alcolumbre.
A comissão, presidida por Fabiano Contarato, tem prazo previsto para encerrar suas atividades no próximo dia 13 de abril. Em março, Alcolumbre já havia rejeitado a prorrogação da CPMI do INSS, o que aumenta a incerteza sobre a decisão atual.
Instalada no fim de 2025, a CPI investiga a atuação e a expansão de organizações criminosas no país. No pedido, Vieira argumenta que ainda há uma grande quantidade de documentos a serem analisados e que o encerramento antecipado pode comprometer o aprofundamento das investigações, inclusive sobre o caso envolvendo o Banco Master.
O relator também defende que o prazo atual é insuficiente para concluir um diagnóstico detalhado sobre facções criminosas e milícias. Segundo ele, ainda é necessário ouvir governadores e secretários de Segurança Pública de estados com altos índices de violência.
A agenda da comissão segue intensa nesta semana. Estão previstas audiências com o ex-governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, além do secretário de Políticas Penais do Ministério da Justiça, André Garcia. Também devem prestar depoimento o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e o ex-presidente da instituição, Roberto Campos Neto.
A decisão sobre a prorrogação deve definir o alcance final das investigações e o tempo disponível para a conclusão dos trabalhos do colegiado.
Fonte: otempo.com.br







