Segundo investigações do promotor Lincoln Gakiya, organizações criminosas como o PCC passaram a utilizar contas digitais para fragmentar e movimentar dinheiro do tráfico, dificultando o rastreamento.
O caso Master expõe uma estrutura ampla de corrupção que vai além da atuação individual de um banqueiro. A análise aponta para um ecossistema que se aproveitou da rápida expansão das fintechs no Brasil, impulsionada por mudanças regulatórias entre 2018 e 2023.
Nesse período, o número de empresas do setor cresceu de forma acelerada, criando oportunidades tanto para inclusão financeira quanto para práticas ilegais. Segundo investigações do promotor Lincoln Gakiya, organizações criminosas como o PCC passaram a utilizar contas digitais para fragmentar e movimentar dinheiro do tráfico, dificultando o rastreamento.
O esquema envolve a pulverização de valores em diversas contas e a posterior reorganização em estruturas formais, como empresas e fundos, dando aparência de legalidade aos recursos.
Outro ponto sensível é o uso de instituições religiosas, que possuem imunidade tributária e pouca exigência de transparência financeira. Em alguns casos, essas estruturas teriam sido usadas para ocultar valores ilícitos.
O sistema se completa com a atuação de agentes do mercado financeiro, onde cadeias complexas de investimento dificultam identificar a origem do dinheiro. A falta de fiscalização rigorosa e a velocidade das operações ampliam as brechas.
Especialistas defendem medidas como maior transparência para grandes instituições, regras mais rígidas contra o crime organizado e integração entre órgãos de controle para enfrentar o problema.
Fonte: jornalggn.com.br







