Empresário foragido diz ter provas contra servidores e magistrados em fraude que movimentou mais de R$ 52 bilhões
O empresário Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido como “Beto Louco” e apontado como ligado ao PCC (Primeiro Comando da Capital), apresentou ao Ministério Público de São Paulo uma proposta de delação premiada no âmbito da Operação Carbono Oculto.
Apontado como líder do esquema, ele afirma ter informações sobre a participação de servidores públicos e magistrados em um sistema de fraudes fiscais e lavagem de dinheiro envolvendo postos de combustíveis e fintechs. O grupo teria movimentado mais de R$ 52 bilhões.
Na proposta, o empresário entregou dados de diversos celulares que podem ajudar nas investigações e se comprometeu a ressarcir o Estado com valores milionários, ainda não divulgados. Foragido, ele negociou os termos do acordo nas últimas semanas com a defesa.
A decisão sobre a delação caberá ao procurador-geral de Justiça de São Paulo, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, que já classificou a operação como um dos esquemas mais sofisticados já identificados, com indícios de envolvimento de agentes públicos.
Deflagrada em outubro de 2025, a operação cumpriu cerca de 350 mandados e revelou a atuação do crime organizado no mercado financeiro. Segundo o Ministério Público, a organização utilizava empresas de fachada, fundos de investimento e laranjas para ocultar a origem do dinheiro ilícito.
Outro nome apontado como liderança do esquema é Mohamad Hussein Mourad, investigado por ajudar a expandir a atuação do grupo em nível nacional. A defesa de “Beto Louco” não se manifestou até o momento.
Fonte: cnnbrasil.com







