Enquanto houver bambu- XXVII

As declarações de RR estão deixando um ex-prefeito bastante feliz. Todas as vezes que RR se refere às conquistas do outro o atual prefeito não deixa de dar uma cutucada maldosa.

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A mais recente declaração atinge a obra da UPA no Centro Empresarial. Disse o atual prefeito com todas as letras: “(…) Sabíamos que seria um desafio, pois é uma construção feita no meio do nada, sem ao menos um acesso pavimentado”.

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Pois é, uma construção “feita no meio do nada” como se a área do Centro Empresarial fosse um deserto. Quem conhece a história, ao contrário do prefeito RR, sabe que as coisas não são bem como ele pensa e diz.

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O Centro Empresarial foi criado na área onde existia o campo de aviação, aeródromo ou aeroporto da cidade, como queiram. Com sua desativação, os antigos proprietários do imóvel aceitaram fazer uma doação à Prefeitura para o desenvolvimento do município.

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Entre as exigências foi dar ao novo polo empresarial o nome do advogado e filho do médico Plínio de Góes Valeriani. Portanto, o CEFER deve ser denominado “Dr. Carlindo Valeriani Neto”. Outra prerrogativa foi conceder ao Hospital Dona Balbina uma grande e bem localizada parcela das terras. O prefeito da época cumpriu literalmente os desejos do doador.

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Com a doação registrada no papel, a Prefeitura pôde, na época, avançar no desenvolvimento da Zona Sul da cidade. O campus da faculdade foi instalado lá. A nova base da 4ª Companhia do 38º Batalhão da Polícia Militar foi erguida lá. O novo equipamento público para abrigar a escola “Professor José Gonso” foi construído lá. Portanto, a UPA não foi “feita no meio do nada”, ao contrário do que pensa e diz o prefeito.

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E se pode afirmar ainda: uma cooperativa também se acomodou lá, a unidade do Sest-Senat tem área lá, as empresas puderam adquirir imóveis lá e uma das maiores beneficiadoras de arroz do Estado de São Paulo conseguiu ampliar suas instalações graças à iniciativa de um prefeito visionário que conseguiu alçar metas para o futuro. Isso é desenvolvimento planejado.

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Dizer com todas as letras que a UPA foi construída “no meio do nada” é assinar um atestado de “sei-lá-o-quê” de total falta de visão administrativa. Ou será que a ponte sobre o rio Santa Rosa está “no meio de tudo”? Aliás, o técnico do Tribunal de Contas amou o edital.

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A pequenez de um prefeito comprova-se por seus atos. Só para enumerar: RR insiste em manter o tão criticado canteiro central da avenida Assad Taiar. RR quer demolir espaço religioso. RR inaugurou uma escola que pegou fogo. Esqueceu-se de contratar médicos para as unidades básicas de saúde. Não compra remédio para a farmácia municipal. Defenestra aliados em praça pública e exibe suas cabeças em mídia institucional.

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A insensatez de um prefeito comprova-se por outras ações: RR instalou uma zona azul como uma máquina de caça-níqueis. Expulsou os mendigos da praça central sem assistência social. Não executa a zeladoria adequada nos bairros que não são representados por vereadores. Trata a Câmara Municipal como um departamento do Poder Executivo. Tem medo de ser criticado. Enxerga fantasmas em seus próprios aliados.

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O prêmio de melhor vídeo do ano já tem três concorrentes no páreo. Um é uma montagem do filme “Debi & Loide” ironizando a avenida Assad Taiar. O segundo é protagonizado por um morador do Anésia, criticando a instalação do parklet na Avenida do Comércio. O terceiro é de uma velha amiga que desceu o guatambu no morador do Anésia.

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Só as Xuxas, as Andréias e Paquitas entenderão:

“É tão bom,

Bom, bom, bom

Quem quer pão,

Pão, pão, pão

Bom estar contigo no meu coração

A gente já pulou, brincou

Ficamos juntos dia a dia

A gente se multiplicou

E dividimos alegria

A gente sabe que viver

É muito mais que uma aventura

A gente sabe que vencer

É pra quem sonha e quem procura…”

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O aumento dos vencimentos dos vereadores no mesmo mandato ainda está dando pano pra manga. O prefeito não quis nem saber e sancionou a lei. Se der cupim, como dizia o Leivinha, todo mundo vai para a vala comum.

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No tempo em que esse País era sério, as autoridades constituídas que mantém o pilar do estado democrático de direito já teriam se manifestado sobre a questão. Como República de Bananas, em fruta e comportamento, pode ser mesmo que ninguém mexa um palito.

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Só os Rodrix entenderão:

“Não acordo muito cedo

Mas não fico preocupado

Muita gente me censura

E acha que eu estou errado

Deus ajuda a quem madruga

Mas dormir não é pecado

O apressado come cru

E eu como mais descansado

Soy latino americano

E nunca me engano, e nunca me engano…”

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Quando é que a Prefeitura vai se manifestar sobre os prejuízos causados pelas chuvas no cemitério? Ou vão esconder o problema embaixo do tapete? As famílias prejudicadas estão precisando de auxílio.

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Como assim: os familiares vão até o cemitério para limpar o jazigo do ente falecido e encontram os túmulos submersos? Isso quando não encontram o caixão de um lado e o cadáver do outro, boiando. Pior é que a água só sai de dentro dos carneiros com uma bomba.

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E será que o chorume não está contaminando o subsolo e o lençol freático? Isso se chama necrochorume. Especialistas são unânimes que o perigo do necrochorume é devido aos micro-organismos patogênicos, e seus riscos infecciosos. Pela ação das águas superficiais e das chuvas infiltradas nas sepulturas ou pelo contato dos corpos com as águas subterrâneas

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Infelizmente o necrochorume pode atingir os lagos e os rios e contaminar essas águas. O Cemitério Cristo Rei, por exemplo, fica na parte mais alta do perímetro urbano. Se as mesmas fluírem para a área externa do cemitério e forem captadas por meio de poços escavados por populações que vivem no entorno, por exemplo, os cidadãos poderão correr sérios riscos de saúde.

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E não é que o edital para a construção da “ponte do rio que cai” estava com problemas? O Tribunal de Contas deu uma bela canetada na licitação e impediu a abertura dos envelopes. Então ainda “não çorta a ponte”!

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Perguntar não ofende e se ofendeu pergunta-se de novo. Com tantos procuradores municipais competentes na Prefeitura, será que nenhum deles foi provocado a dar um parecer jurídico mais criterioso no edital de concorrência da ponte sobre o rio Santa Rosa?

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Alguns vereadores estão conjugando o verbo ir e o verbo voltar. Na “janela partidária”, com o possível troca-troca de legendas, estão pensando na reeleição. Esta semana um vereador “foi, mas não foi, e acabou fondo”. Queria mudar de partido. Mas vai ficar no partido.

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Até dia 3 de abril o galo vai cantar e o couro vai comer. Há sinais de uma debandada da bancada governista na Câmara. O cavalinho selado vai passar a galope.

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E por falar em corvos e aves de rapina, a contagem regressiva para que os ocupantes de cargos comissionados façam a desincompatibilização está a todo vapor. A ampulheta foi virada e a areia está descendo, com os grãos caindo cada vez mais rápido.

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Reza a lenda que o antigo Partido Progressista pode perder uma grande liderança em Porto Ferreira. A política não lhe caiu muito bem. O desgaste comprometeu sua vontade de fazer algo pelo bem público.

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Quando alguém decide ser vereador deve ter em mente que a política é a arte de negociar. Mais do que isso, é uma oportunidade de representar uma parcela da sociedade. Porém, assim definiu Magalhães Pinto: a política é como nuvem. Você olha e ela está de um jeito. Olha de novo e ela já mudou. Três anos se passaram e fez o quê? Nada.

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Em um passado não muito distante, o recém-eleito presidente de uma câmara municipal de uma cidadezinha não muito distante recebeu um conselho. Que aquela era uma oportunidade única de fazer uma política limpa e o eleitor estava aguardando algo novo diferente. Agora está com medo da urna?

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O Senhor Voto de Minerva, vulgo Cabôco Mamadô, mostrou que é o pai da matéria. Falou ao vivo em um programa de TV e se apresentou com nome e função, apesar da apresentadora tê-lo feito segundos antes. E Puff!Puff!Puff!

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O Cabôco Mamadô, que na verdade se esconde sob a toga do Senhor Voto de Minerva, também demonstrou sua habilidade com os números. Porque porcentagem é o seu forte. Fez as contas assim: se calcular 3% e depois somar com 4% é reajuste. Se cresceu 7% é aumento. Entenderam?

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O passarinho verde e o anu branco contaram que o Cabôco Mamadô está aprontando mais uma das suas. Está articulando alguém da área militar para lançar nas bases do seu partido. Faz “dias” que essa ideia não lhe sai da cabeça.

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Não é novidade isso. Os partidos políticos recrutam nas fileiras militares os principais nomes para o primeiro escalão. Quando reformado, o militar traz consigo características fundamentais para a administração pública: disciplina, hierarquia, dedicação exclusiva e disponibilidade permanente.

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Mas a proposta de lançar um militar reformado como pré-candidato a prefeito surpreendeu as bases partidárias. Quem pensou que o Cabôco Mamadô estava dormindo no ponto pode tirar o cavalo da chuva. Ele continua espertinho e montando cavalo selado.

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Que os cidadãos de bem não passem vontade para entrar com uma representação contra o que foi votado na Câmara Municipal, ou seja, o aumento/reajuste do vencimento dos vereadores durante o próprio mandato. Porque vai dar samba.

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Dois especialistas em administração pública fizeram uma análise no Portal de Transparência da Prefeitura de Porto Ferreira. Descobriram que a atual gestão sonega dados obrigatórios e outras coisas mais ao público. Que vergonha!

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Na mesma toada o cidadão pode perguntar: qual o motivo da avenida Padre Nestor Maranhão continuar com um rasgo de fora a fora no pavimento? Por qual motivo não existe uma placa de obra no Centro Empresarial?

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O período do terror na atual administração municipal está em curso faz tempo. As cabeças rolaram, e rolaram feio. O Tripa Seca, o Pitoco e a Sem Sal foram literalmente defenestrados por incompetência pelo prefeito incompetente. Pior é a exposição das cabeças em praça pública e nas vitrines institucionais.

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A novela dos parklets da Avenida do Comércio promete cenas dos próximos capítulos. O momento mais aguardado será a inauguração do novo equipamento que está sendo instalado na frente da loja da mulher do vice-prefeito. Os empresários prometem comparecer em peso para passar óleo de peroba na cara do prefeito.

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Falando em espanar a rosca, os cargos de confiança que caíram em desconfiança estão sendo rebaixados gradativamente. Isso está sendo feito de forma silenciosa, mas RR baixou o sarrafo nas pastas da saúde, obras e educação. Sobrou até para o Tripa Seca.

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O secretário de Desenvolvimento Regional, Marcos Vinholi, esteve em Araraquara no último sábado para um encontro com lideranças políticas. Não quis nem ver a “caca” na avenida Assad Taiar ou sequer olhar para a cara do RR. Que fase!

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Da série a série: “Eles não vão nos pautar”. O nosso querido “Detritódromo”, lá pelas bandas do Jardim Águas Claras, também conhecido como “Famosão”, ganhou novo layout. Agora a entulheira ganhou o formato de montes. Máquinas trabalharam no local para deixar com uma nova paisagem. As visitas ao cartão postal da entrada da cidade continuam liberadas para os turistas.

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Mais um capítulo da novela “Câmara à la carte”. A pedido do czar-mor RR, o Grande Ripanopovo, os vereadores querem revogar: “a Lei de Proteção à Fauna”. É proibido o comércio de espécimes da fauna silvestre e de produtos e objetos que impliquem na sua caça, perseguição, destruição ou apanha.

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No mundo da empresa flexível, o Zé Faísca está de briga com o Ginga. Será que já fizeram as pazes? Com a quantidade de notificações que o Ginga vai receber por falta equipamentos e condições de segurança no ambiente de trabalho a conta não vai fechar. Haja pressão!

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O título da coluna é uma homenagem aos “payaguaes” ou paiaguás, grupo indígena que, segundo a história, habitava o vale do rio da “Cobra Grande”. Tinham um código de honra que impedia que um guerreiro recuasse em batalha.

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Afinal, do bambu saem as flechas. Enquanto ainda existir bambu, lá vai flecha.

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