Avaliação do IDSC-BR aponta queda em saúde, educação e infraestrutura, enquanto cidades vizinhas avançam
Leme acendeu um sinal de alerta após aparecer na 2.402ª posição entre 5.570 cidades brasileiras no último levantamento do Índice de Desenvolvimento Sustentável das Cidades (IDSC-BR), ocupando a posição mais baixa da região. Com apenas 51 pontos em uma escala de 0 a 100, o município registra nível médio de desenvolvimento sustentável, mas fica praticamente no fim da fila estadual: apenas 48 das 645 cidades paulistas estão atrás.
O desempenho do município contrasta fortemente com o de vizinhos como Santa Cruz da Conceição (57,16 pontos), Pirassununga (57,08) e Araras (54,60), que lideram regionalmente. Entre os fatores que puxam Leme para baixo estão saúde pública e educação. A cobertura da Atenção Primária é baixa, a rede de urgência sofre sobrecarga e o hospital filantrópico local não atende toda a demanda. Na educação, desigualdade entre bairros, evasão no ensino médio e infraestrutura desigual reduzem a competitividade do município.
O crescimento desordenado e a falta de planejamento agravam problemas em mobilidade, serviços públicos e desigualdade social. Indicadores ambientais também apresentam fragilidades, embora saneamento e abastecimento de água sejam pontos positivos. Especialistas destacam que, sob a gestão do prefeito Claudemir Borges, Leme deixou de acompanhar o avanço regional, priorizando eventos e entretenimento em detrimento de áreas essenciais. A população segue pagando o preço pela falta de planejamento e gestão eficiente, enquanto o município enfrenta gargalos estruturais críticos.
Fonte: Jornal Tribuna de Leme.







