Argentina celebra ofensiva, líderes de esquerda condenam e Venezuela apaga nota oficial
A ofensiva de Estados Unidos e Israel contra o Irã e a posterior reação iraniana com mísseis contra países da região provocaram respostas divergentes na América Latina, revelando divisões políticas no continente.
No México, a presidente Claudia Sheinbaum pediu proteção aos civis e condenou o bombardeio de uma escola feminina no Irã, que teria deixado 165 mortos. Segundo ela, a prioridade deve ser evitar que a população pague o preço do conflito e buscar saídas diplomáticas.
O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, classificou o ataque como violação do direito internacional. Já o colombiano Gustavo Petro criticou o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, responsabilizando-o pelas mortes e defendendo diálogo para um Oriente Médio sem armas nucleares.
Em sentido oposto, o presidente argentino Javier Milei comemorou a operação que resultou na morte do aiatolá Ali Khamenei e afirmou que a ação pode abrir caminho para mudanças no Irã. O governo também relembrou o atentado contra a AMIA, atribuído pela Justiça argentina ao Irã e ao grupo Hezbollah.
O Paraguai condenou a reação iraniana contra Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait e Jordânia, e declarou apoio a Israel após conversa entre o chanceler Rubén Ramírez Lezcano e Gideon Sa’ar.
Aliada de Teerã, a Venezuela chegou a publicar nota crítica à ação militar, mas o comunicado foi apagado horas depois das redes oficiais. O episódio evidencia como o conflito no Oriente Médio amplia divisões ideológicas na política latino-americana.
Fonte: cnnbrasil.com







