Igreja foi citada na CPMI do INSS por ter contribuido com desvios de aproximadamente R$ 1,5 bilhão em descontos indevidos em aposentadorias.
A Igreja Evangélica “Batista da Lagoinha”, uma das maiores e mais influentes denominações evangélicas do Brasil, está sob investigações conduzidas pela Polícia Federal que coloca lideranças da instituição no centro de um esquema bilionário de corrupção, fraudes financeiras e uso indevido de recursos religiosos para fins empresariais.
O ápice da crise ocorreu neste mês de março de 2026, com a deflagração da Operação Compliance Zero. O pastor Fabiano Zettel, figura proeminente da Lagoinha, foi preso pela Polícia Federal. Zettel é cunhado de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, e a investigação aponta que ele seria a peça-chave em um sofisticado esquema de lavagem de dinheiro.
Segundo a PF, a estrutura da igreja teria sido utilizada para ocultar recursos oriundos de fraudes bilionárias, misturando atividades religiosas com operações bancárias para dificultar o rastreamento dos órgãos de controle.
O braço financeiro da denominação também está sob lupas. O Clava Forte Bank, serviço digital ligado à Lagoinha, foi retirado do ar subitamente após deputados acionarem o Banco Central. A suspeita é que a plataforma operasse de forma irregular em conexão com o grupo Master.
A igreja foi citada na CPMI do INSS por ter contribuido com desvios de aproximadamente R$ 1,5 bilhão em descontos indevidos em aposentadorias.
Verba pública sob suspeita – a Prefeitura de São Paulo também entrou no radar das polêmicas. Em janeiro de 2026, veio à tona um repasse de R$ 1 milhão destinado à convenção da igreja. O valor foi inserido em um contrato de patrocínio sem justificativa técnica clara, levantando suspeitas de favorecimento político e uso irregular de recursos públicos.
O Outro Lado: em nota oficial, a Igreja Batista da Lagoinha nega veementemente todas as acusações. A instituição afirma que não possui vínculos com as operações do Banco Master, desconhece as fraudes investigadas pela CPMI do INSS e que colabora com as autoridades para esclarecer os fatos, reforçando que sua missão permanece estritamente religiosa.
Fonte: Folha de S. Paulo







