Federação Única dos Petroleiros alerta sobre redução da oferta criada de forma ilícita para forçar reajustes prejudica abastecimento e configura crime contra a ordem econômica
A Federação Única dos Petroleiros (FUP) denunciou uma possível estratégia de empresas importadoras de combustíveis para pressionar o aumento dos preços no Brasil. Segundo a entidade, a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) indicou que companhias do setor podem suspender a importação de gasolina e diesel para forçar reajustes pela Petrobras.
Para a federação, a medida representaria uma redução artificial da oferta no mercado, com risco de afetar o abastecimento e elevar os preços para consumidores e empresas. O coordenador-geral da FUP, Deyvid Bacelar, classificou a situação como abusiva e afirmou que utilizar a ameaça de desabastecimento para pressionar aumentos penaliza diretamente a população.
A entidade afirma que esse tipo de prática pode violar a legislação brasileira, incluindo normas de defesa da concorrência, além de poder ser enquadrado como crime contra a ordem econômica caso fique comprovada a manipulação da oferta para provocar alta nos preços.
A FUP também criticou o impacto da privatização de refinarias em algumas regiões. No Amazonas, por exemplo, consumidores de Manaus chegaram a pagar cerca de R$ 7,30 por litro de gasolina após aumentos recentes registrados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Segundo a federação, enquanto a Petrobras mantém preços mais estáveis, refinarias privatizadas em estados como Bahia e Rio Grande do Norte têm promovido reajustes mais elevados, aumentando o custo final para os consumidores.
Fonte: revistaforum.com.b







