Venda de ativos da Petrobras reduziu capacidade do governo federal de influenciar valores dos combustíveis, abrindo espaço “para o mercado” especular com os preços em momentos de insegurança internacional
Ministros do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmaram que a privatização de ativos da Petrobras diminuiu a capacidade do Estado de influenciar os preços dos combustíveis no país. A avaliação foi apresentada após a alta do petróleo no mercado internacional, provocada por tensões no Oriente Médio.
Segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a estatal ainda domina cerca de 70% do refino nacional, mas perdeu presença no setor de distribuição após a venda da BR Distribuidora durante o governo de Jair Bolsonaro.
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, criticou a privatização e disse que o processo reduziu instrumentos do governo para atuar no mercado. Já o ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou que a saída da distribuidora retirou uma referência pública de preços, o que pode favorecer distorções no mercado.
A Petrobras está impedida de voltar ao setor de distribuição até 2029, conforme regra definida no processo de privatização.
Para conter o impacto no bolso do consumidor, o governo anunciou medidas que somam cerca de R$ 30 bilhões em subsídios e renúncia fiscal para reduzir o preço do diesel. Entre elas está a isenção de PIS e Cofins e a criação de um subsídio de R$ 0,32 por litro para produtores e importadores do combustível.
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