Em evento no Rio Grande do Norte, senador associa blocos partidários ao fisiologismo e reforça polarização direta com Lula para 2026. Com jingle e uma letra direta, a música afirma que “o centrão vai cair do cavalo”
O cenário político para a sucessão presidencial de 2026 ganhou novos contornos de agressividade e polarização no último sábado (21). Durante evento de lançamento de sua pré-candidatura à Presidência da República em Natal (RN), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RN) subiu o tom contra os partidos que compõem o chamado “Centrão”, classificando a prática política do bloco como nociva aos interesses do Brasil.
Em um discurso contundente, o parlamentar não poupou siglas como PSD, MDB, PP, União Brasil e Republicanos. Segundo Flávio Bolsonaro, esses partidos atuam de forma “oportunista”, utilizando o mandato para o exercício do fisiologismo. O senador afirmou que a estratégia do grupo consiste em criar dificuldades para os governantes com o objetivo de, posteriormente, “vender facilidades” em troca de cargos, vantagens políticas e recursos financeiros.
A estratégia de distanciamento das forças tradicionais do Congresso foi sintetizada no jingle oficial da pré-campanha, apresentado durante o evento. Com uma letra direta, a música afirma que “o centrão vai cair do cavalo”, sinalizando que a campanha pretende adotar um discurso de ruptura com a atual dinâmica de governabilidade de Brasília.
Além das críticas ao bloco partidário, a peça publicitária foca na manutenção da polarização que marcou as últimas eleições nacionais. O jingle busca esvaziar qualquer tentativa de consolidação de um nome alternativo, referindo-se a possíveis candidatos de meio de campo como “terceira via sequelado”.
O evento deixou claro que a tática de Flávio Bolsonaro será consolidar-se como o principal antagonista do atual presidente. “Em 2026, são os dois lados na parada”, diz um trecho da música, que ainda provoca os apoiadores do governo atual ao declarar: “Chega de PT, não chorem jumentada”.
A postura do senador marca um desafio estratégico: ao mesmo tempo em que ataca o Centrão para atrair o eleitorado antipolítica, ele precisará lidar com o fato de que essas mesmas siglas detêm hoje as maiores fatias de tempo de TV e recursos do fundo eleitoral, além de comporem a base de apoio de diversos governadores aliados à família Bolsonaro.
Fonte: Fol,ha de S. Paulo







