Defesa aponta contradições na justificativa do ministro e questiona coerência da medida
O advogado Martin de Luca, que representa empresas associadas ao presidente Donald Trump, criticou a decisão do ministro Alexandre de Moraes de conceder prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo ele, há contradição na decisão, já que o ministro afirma que o sistema prisional garante atendimento adequado, mas conclui que a permanência em casa seria mais apropriada. O advogado também questionou a concessão do benefício mesmo diante de apontamentos sobre possível descumprimento de medidas por Bolsonaro, o que, em regra, impediria a domiciliar.
De Luca ainda citou o cenário político, mencionando o avanço do senador Flávio Bolsonaro, como fator que pode ter influenciado a decisão.
Internado com broncopneumonia, Bolsonaro deverá cumprir prisão domiciliar por 90 dias após alta. No período, terá visitas restritas a familiares, advogados e médicos, além da proibição de aglomerações próximas à residência. O descumprimento das regras pode levar ao retorno ao regime fechado.
Fonte: metropoles.com







