Envio de tropas ocorre enquanto governo Trump avalia ações sobre petróleo, urânio e segurança no estreito de Ormuz
Milhares de soldados da 82ª Divisão Aerotransportada do Exército dos Estados Unidos começaram a chegar ao Oriente Médio, segundo autoridades norte-americanas ouvidas pela Reuters nesta segunda-feira (30). A movimentação ocorre em meio à avaliação do presidente Donald Trump sobre os próximos passos na guerra contra o Irã.
Os militares, baseados em Fort Bragg, na Carolina do Norte, reforçam o contingente já enviado à região, que inclui marinheiros, fuzileiros navais e forças especiais. No fim de semana, cerca de 2.500 fuzileiros também desembarcaram no Oriente Médio, ampliando a presença dos EUA em um cenário de crescente tensão.
De acordo com fontes que falaram sob anonimato, os novos reforços incluem elementos de comando da divisão, equipes de logística e uma brigada de combate. Embora ainda não haja decisão sobre o envio direto dessas tropas ao território iraniano, a mobilização amplia a capacidade operacional para possíveis ações futuras.
Entre as opções discutidas internamente pelo governo está uma eventual operação para assumir o controle da Ilha de Kharg, responsável por cerca de 90% das exportações de petróleo do Irã. A medida é considerada de alto risco, já que o país pode reagir com ataques de mísseis e drones.
Outra possibilidade em análise envolve o uso de forças terrestres para retirar urânio altamente enriquecido do território iraniano. Esse tipo de operação exigiria a permanência prolongada de tropas em solo inimigo, elevando o grau de complexidade e os riscos militares.
O governo também discute estratégias para garantir a segurança da navegação de petroleiros no Estreito de Ormuz, rota vital para o transporte global de petróleo. Embora essa missão seja tradicionalmente executada por forças navais e aéreas, há a possibilidade de envio de tropas para áreas costeiras do Irã.
Nesta segunda-feira, Trump afirmou que os Estados Unidos mantêm conversas com um grupo que classificou como um “regime mais razoável” no Irã, na tentativa de encerrar o conflito. Ao mesmo tempo, voltou a pressionar Teerã para permitir a livre navegação no Estreito de Ormuz, sob ameaça de ataques a infraestruturas energéticas iranianas.
O eventual uso de tropas terrestres levanta preocupações políticas dentro dos Estados Unidos, especialmente diante do baixo apoio popular à campanha militar e das promessas anteriores de Trump de evitar novos conflitos no Oriente Médio.
Desde o início das operações, em 28 de fevereiro, os EUA já realizaram mais de 11 mil ataques. Segundo dados divulgados, mais de 300 soldados norte-americanos ficaram feridos e 13 morreram durante a chamada operação Fúria Épica.
Fonte: noticias.r7.com







