Alckmin afirmou que há espaço para ajustes nas contas públicas brasileiras, mas destacou que eventuais medidas devem atingir “privilégios e desperdícios”, preservando os direitos da população de baixa renda.
O vice-presidente da República Geraldo Alckmin (PSB), afirmou no último dia 02/04 que há espaço para ajustes nas contas públicas brasileiras, mas destacou que eventuais medidas devem atingir “privilégios e desperdícios”, preservando a população de baixa renda. A declaração foi dada a jornalistas durante um café com a imprensa na sede do ministério, em Brasília.
Segundo Alckmin, o objetivo do governo é promover equilíbrio fiscal com justiça social. “Vamos, sim, fazer justiça, mas em cima dos privilégios e do desperdício, não em cima da população mais pobre”, disse. O vice-presidente ressaltou que essa visão é compartilhada com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), indicando alinhamento dentro do núcleo do Executivo.
Alckmin reconheceu a necessidade de aprimorar a eficiência do gasto público. Para ele, o desafio passa por “tentar fazer mais e melhor, com menos recursos”, em um esforço contínuo de gestão. “É um trabalho interminável”, afirmou, ao indicar que o equilíbrio fiscal exige ações permanentes e estruturais.
Além do tema fiscal, o vice-presidente também abordou questões relacionadas ao mercado de trabalho. Ele se declarou favorável ao fim da escala 6×1. “É uma tendência mundial você reduzir jornada”, disse Alckmin.
As declarações sinalizam a tentativa do governo de equilibrar demandas sociais e responsabilidade fiscal em um cenário econômico desafiador, marcado por pressões sobre o orçamento e debates sobre a necessidade de reformas estruturais.
Fonte: Poder 360







