Cadastro equivocado levou Leonardo Sakamoto a sofrer abordagens policiais e levanta debate sobre responsabilidade; e se foi erro ou vigança da “turma da Lava Jato” liderada pelo ex-juiz Sergio Moro.
Um erro no sistema da Justiça do Paraná colocou o jornalista Leonardo Sakamoto na condição de foragido por homicídio, resultando em abordagens policiais armadas em São Paulo. A falha começou em 2017, quando o CPF dele foi associado indevidamente ao processo de uma mulher condenada pelo crime.
O problema só veio à tona anos depois, com a expedição do mandado de prisão da verdadeira autora. A partir daí, o cruzamento de dados levou à identificação equivocada do jornalista, criando risco real à sua integridade.
Reconhecendo o erro, a Justiça condenou o Estado do Paraná. O caso se enquadra na responsabilidade objetiva prevista na Constituição, o que obriga o poder público a indenizar pelos danos causados.
Além do impacto pessoal, o episódio expõe fragilidades graves em sistemas oficiais e reforça preocupações sobre o ambiente hostil enfrentado por jornalistas no país. Especialistas apontam que não se trata apenas de falha técnica, mas de um problema estrutural com consequências perigosas.
A indenização, embora necessária, não resolve a raiz do problema. O caso evidencia como erros do Estado podem ultrapassar a burocracia e atingir diretamente direitos fundamentais, como honra, imagem e liberdade.
Fonte: Pasquim Cuiabano Joao Guato







