Acordo de dez pontos reduz ataques, mas impasses sobre programa nuclear e conflitos no Oriente Médio continuam
O cessar-fogo firmado entre Estados Unidos e Irã na terça-feira (7) trouxe alívio imediato após semanas de confrontos, incluindo a reabertura do Estreito de Ormuz, rota essencial para o comércio global de petróleo.
O presidente americano, Donald Trump, anunciou a suspensão dos ataques por duas semanas, período que deve ser usado para finalizar os termos do acordo. Apesar disso, o conteúdo oficial do plano ainda não foi divulgado, e informações iniciais apontam exigências amplas do Irã, como o fim de sanções, retirada de tropas americanas da região e liberação de recursos bloqueados.
Um dos principais pontos de dúvida envolve o programa nuclear iraniano. Há versões divergentes sobre a permissão para enriquecimento de urânio, tema que já travou negociações anteriores entre os países.
Também não está claro como a trégua será aplicada em outros focos de conflito. O Irã defende que o acordo inclua países como Líbano, Iêmen e Iraque, enquanto Israel sinaliza que pretende manter operações militares na região.
Mesmo após o anúncio, relatos de ataques e explosões indicam fragilidade no entendimento. A trégua é vista como um primeiro passo, mas ainda distante de encerrar o conflito de forma definitiva.
Fonte: dw.com







