Tensão na região interrompe novamente o tráfego marítimo, que havia sido liberado com mediação iraniana após anúncio dos EUA
A escalada de tensão no Oriente Médio voltou a impactar uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo. Após ataques aéreos realizados por Israel no sul do Líbano, o Irã decidiu fechar novamente o Estreito de Ormuz nesta quarta-feira (8).
De acordo com a agência iraniana Fars, uma fonte militar afirmou que o governo considera as ofensivas uma violação do cessar-fogo em vigor. A passagem havia sido reaberta um dia antes, após os Estados Unidos anunciarem uma pausa de duas semanas em ataques ao território iraniano.
Na ocasião, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, declarou que o fluxo no estreito seria permitido sob controle das Forças Armadas iranianas e sujeito a limitações técnicas. A condição previa segurança na navegação desde que não houvesse novas ofensivas contra o país.
Durante o breve período de reabertura, plataformas de monitoramento marítimo registraram a retomada da circulação de embarcações. No entanto, após os ataques israelenses, os sistemas voltaram a indicar a interrupção da rota.
O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, afirmou que o Irã sinalizou a possibilidade de reabrir novamente o estreito. Segundo ele, o cessar-fogo anunciado anteriormente não incluía o Líbano, o que, na visão americana, não configuraria violação por parte de Israel.
Vance também destacou que o avanço nas negociações dependerá do compromisso iraniano em não desenvolver armas nucleares. Ele reforçou que a posição dos Estados Unidos permanece inalterada quanto ao enriquecimento de urânio pelo Irã, considerado um ponto central para qualquer acordo diplomático.
Fonte: noticias.r7.com







