Crescimento da escolaridade e diversidade amplia competitividade e desafios à saúde mental
O trabalhador brasileiro ficou mais escolarizado e diverso na última década, mas também passou a enfrentar um ambiente mais exigente. Dados da Prefeitura de São Paulo, em parceria com o Dieese, mostram que a parcela com ensino superior completo subiu de 21% em 2015 para quase 27% em 2025. Já a população que se declara negra cresceu de cerca de 34% para quase 44%.
O avanço indica um mercado mais qualificado, porém mais competitivo. Profissionais com maior formação lidam com metas mais altas, maior cobrança e prazos mais curtos.
Esse cenário tem impacto direto na saúde mental. Segundo a Gupy, cerca de 40% dos trabalhadores apresentam algum nível de risco, índice que pode chegar a 70% em áreas como tecnologia e educação.
Ao mesmo tempo, as expectativas mudaram. Pesquisa da Gallup aponta que 60% preferem o trabalho híbrido, enquanto estudos de instituições internacionais indicam que o modelo totalmente remoto pode prejudicar produtividade e aprendizado.
O resultado é um mercado mais preparado, mas também mais pressionado, onde a qualificação elevou o nível de exigência sobre os profissionais.
Fonte: infomoney.com.br







