Afastamentos por agressões crescem mais de 300% e empresas ampliam canais de apoio para proteger funcionárias
A violência contra mulheres no Brasil já reflete diretamente no ambiente de trabalho, com aumento expressivo de afastamentos por agressões físicas, sexuais e psicológicas.
Dados do Ministério da Previdência Social mostram que 91 mulheres receberam auxílio do INSS em 2025 por motivos relacionados à violência, contra 22 em 2021, alta de 313%. No setor privado, levantamento aponta 58 afastamentos em 2025, frente a 23 em 2023, crescimento de 152%.
Os impactos vão além das licenças médicas e incluem queda de produtividade, faltas recorrentes e mudanças na rotina para garantir segurança. Um caso citado é o de uma trabalhadora que precisou se afastar após denunciar anos de agressões dentro de casa, recebendo apoio limitado da empresa.
Diante do cenário, companhias têm criado canais de acolhimento. O Magazine Luiza mantém o Canal da Mulher, a Natura opera o Canal Ângela e o Banco do Brasil e a Petrobras também adotaram medidas de suporte e proteção.
Especialistas afirmam que a violência doméstica não pode ser tratada como problema apenas pessoal, já que impacta diretamente o desempenho profissional e o clima organizacional. A avaliação é de que empresas precisam transformar ações isoladas em políticas permanentes de proteção.
Fonte: agendadopoder.com.br







