Alta puxada por petróleo e demanda interna indica economia resiliente, apesar de juros elevados
A produção industrial brasileira cresceu 0,1% em março, marcando a terceira alta seguida em 2026, segundo o IBGE. No primeiro trimestre, o setor avançou 1,4% em relação ao fim de 2025, superando expectativas do mercado e revertendo a queda anterior.
Na comparação anual, a indústria registrou alta de 4,3% em março, o melhor resultado desde 2024. O desempenho reforça a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto acima de 1% no início do ano, embora o cenário ainda seja desafiador devido aos juros elevados e ao crédito restrito.
O principal destaque foi a indústria extrativa, impulsionada pela produção de petróleo e gás. O segmento de derivados de petróleo e biocombustíveis cresceu 2,2% no mês e acumula forte avanço desde dezembro, beneficiado pelo cenário internacional de energia.
Apesar disso, a alta das commodities e tensões externas pressionam custos e elevam riscos inflacionários. Ainda assim, o mercado interno ajuda a sustentar a atividade. A produção de bens duráveis subiu 3,5% no trimestre, com destaque para o setor automotivo, enquanto bens de consumo em geral também registraram crescimento.
Por outro lado, os bens de capital seguem pressionados pelos juros altos e fecharam o trimestre em queda. As projeções para o PIB de 2026 variam entre 1,6% e 2%, com crescimento moderado e dependente da política monetária e do cenário global.
Fonte: infomoney.com.br







