Requerimento legislativo expõe urgência de novos carrinhos de bebê, materiais pedagógicos e itens essenciais de higiene e segurança no bairro Paschoal Salzano.
A situação da educação infantil em Porto Ferreira atingiu um patamar alarmante de negligência. Enquanto a propaganda oficial tenta pintar um cenário de normalidade, a realidade enfrentada por crianças e funcionários na Creche Municipal “Maria Sylvia de Camargo Biffi”, no bairro Paschoal Salzano, é de absoluto descaso.
Um requerimento protocolado na Câmara Municipal no dia 07 de maio de 2026, sob o número 421/2026, traz à tona denúncias graves que colocam em xeque a prioridade dada pelo Poder Executivo ao bem-estar dos cidadãos mais jovens da cidade.
O ponto mais crítico revelado pelo documento é a necessidade urgente de carrinhos de bebê. Relatos indicam que os equipamentos atualmente disponíveis estão “antigos e alguns sem condições adequadas de uso”, o que fere diretamente os princípios básicos de segurança e conforto que uma unidade escolar deveria oferecer.
Diante desse cenário, a vereadora Priscila Franco de Oliveira questionou formalmente a prefeitura sobre o número exato de carrinhos em condições de uso e se existe algum levantamento técnico que embase a substituição dessa “sucata” que hoje atende as crianças.
A precariedade, no entanto, parece não se limitar aos carrinhos. O requerimento exige que a Secretaria Municipal de Educação esclareça se a unidade possui materiais pedagógicos suficientes e, de forma ainda mais preocupante, indaga sobre a falta de itens de sobrevivência básica no ambiente escolar: colchões, brinquedos, cadeiras, berços e até utensílios de alimentação.
É inadmissível que uma creche municipal possa estar operando com carência de itens que são o cerne do atendimento infantil.
A crítica se estende à gestão dos recursos públicos. O legislativo questiona se existe uma dotação orçamentária específica para a manutenção desses locais ou se as creches estão sendo deixadas à própria sorte, sem um planejamento periódico de renovação de equipamentos.
Mais do que uma simples falta de materiais, o que se vê é uma possível violação de normas de segurança e vigilância sanitária.
A função fiscalizatória do Poder Legislativo é o último baluarte que separa a comunidade do abandono total. A prefeitura de Porto Ferreira agora é pressionada a apresentar providências imediatas para garantir condições dignas de trabalho aos profissionais da educação e, principalmente, um ambiente seguro e salubre para as crianças.
Fonte: Câmara Municipal de Porto Ferreira







