Promotoria exige agendas, registros de pedágio e identificação de passageiros em investigação que mira cúpula do Executivo após denúncias de “farra” com dinheiro público.
O Ministério Público de São Paulo, por meio da Promotoria de Justiça de Porto Ferreira, intensificou as investigações sobre o possível uso indevido de veículos da frota municipal e de verbas públicas pela cúpula do Executivo.
Em uma série de ofícios expedidos em 5 de maio de 2026, a promotora Mariana Paes Barreto Scarabel estabeleceu um prazo de 20 dias para que a prefeitura e concessionárias de rodovias prestem esclarecimentos detalhados sobre movimentações ocorridas no dia 15 de janeiro de 2026.
O foco da Promotoria recai sobre a transparência dos atos oficiais e a legalidade das despesas de viagem. No Ofício nº 020/2026, o MP exige o registro de ponto e de diárias dos motoristas Diego Caique de Paula e Gerson Gindro, além da apresentação da agenda oficial do Prefeito André Luis Anchão Braga e do Vice-Prefeito Alan Tangerina para a data em questão.
A investigação também busca rastrear o trajeto físico dos veículos oficiais. Através do Ofício nº 022/2026, a promotora solicitou a concessionárias de rodovias informações sobre a passagem de veículos da prefeitura pelas praças de pedágio, incluindo horários e registros fotográficos.
O questionamento mais contundente aparece no Ofício nº 021/2026, endereçado diretamente ao Prefeito e ao Vice. O documento indaga se ambos estiveram presentes em um evento no dia 15 de janeiro e exige detalhes sobre o transporte utilizado: quem efetuou o pagamento do combustível e do motorista, e a identificação de todas as pessoas que estavam nos carros oficiais.
Farra em resorts – essa ofensiva jurídica é um desdobramento das graves acusações feitas pelo vereador Mateus Ribaldo (PSD) na Câmara Municipal. Segundo o parlamentar, o carro oficial nº 02, que curiosamente é o único da frota sem sistema de rastreamento, teria sido utilizado para deslocamentos até resorts na cidade de Rifaina (SP), conhecidos por sediarem shows de artistas sertanejos famosos.
Agora, com o prazo estipulado pelo Ministério Público, o Executivo de Porto Ferreira deverá fornecer as provas documentais: agendas, registros de motoristas e comprovantes de pagamento — que confirmem se as viagens tiveram, de fato, finalidade estritamente pública ou se serviram a interesses particulares custeados pelo contribuinte.
Fonte: site da Câmara Municipal de Porto Ferreira e Portal do MP-SP







