Ex-assessora Gardênia Morais, que operou campanhas bolsonaristas no interior de SP, apresenta comprovantes de Pix e pagamentos de despesas pessoais da família do parlamentar
Uma grave denúncia de desvio de salários, prática conhecida como “rachadinha”, e pagamento de despesas pessoais com dinheiro público atinge o gabinete do deputado federal Mario Frias (PL-RJ). A acusação parte de Gardênia Morais, moradora de Pirassununga, no interior de São Paulo.
A denunciante possui forte ligação com a ala bolsonarista do Partido Liberal (PL) que atua na região, tendo trabalhado ativamente nas campanhas majoritárias da legenda em 2024.
Segundo as investigações e relatos da ex-assessora, após sua atuação no gabinete em Brasília, ela fixou base no interior paulista, onde coordenou captação de recursos, distribuição de verbas e marketing para candidatos a prefeito do PL, atuando em consonância com deputados bolsonaristas que dividem base eleitoral na região de Pirassununga.
Comprovantes e a mecânica dos repasses – Gardênia atuou como secretária parlamentar no gabinete de Mario Frias entre fevereiro de 2023 e março de 2024, período em que seus vencimentos líquidos oscilaram entre R$ 10 mil e R$ 21 mil mensais. De acordo com ela, a devolução de parte dos valores e o pagamento de contas da família do político eram parte de um acordo firmado com o então chefe de gabinete, Raphael Azevedo. Ela assegura que o deputado tinha total conhecimento do esquema.
Para sustentar as afirmações, foram apresentados extratos bancários e comprovantes de transferências que revelam um rastro financeiro direcionado ao núcleo familiar e de confiança do parlamentar:
- Fatura de Cartão de Crédito: em dezembro de 2023, Gardênia efetuou o pagamento de uma fatura no valor de R$ 4.832,32 em nome de Juliana Frias, esposa do deputado.
- Transferência para a Mãe: um comprovante de Pix no valor de R$ 1.000,00 foi enviado em janeiro de 2024 para Maria Lucia Frias, mãe do parlamentar.
- Repasses ao Chefe de Gabinete: os documentos detalham que ao menos R$ 35.116,00 foram transferidos via Pix diretamente para o então chefe de gabinete, Raphael Azevedo, além de contas vinculadas à sua ex-mulher e a outra parente.
As revelações provocam um forte abalo nos bastidores do PL no interior de São Paulo, onde Gardênia Morais era vista como uma peça-chave na articulação e consolidação das pautas e candidaturas da direita bolsonarista local.
Atenção: texto original alterado em virtude de contestação por parte da denuncinte que informou que algumas informações relatadas na reportagem não condizia plenamente com a veracidade dos fatos:
“Gardênia Morais jamais atuou, intermediou, negociou ou costurou qualquer tipo de apoio político, estratégico ou empresarial ligado aos setores de limpeza pública, gestão de resíduos ou aterros sanitários em Pirassununga ou em qualquer outro município da região”
Por isso a equipe de assessoria de redação do portal www.portoferreirahoje.com.br informa que alterou o conteúdo de acordo com a solicitação do requerente.
Fontes: Metrópoles, G1 O Globo; Folha de S. Paulo, Portal 247 e Alesp – Texto produzido com auxílio de IA







