Redução na burocracia e novos serviços digitais reduzem tempo médio de emissão e atraem público mais velho e mulheres.
A busca pela primeira Carteira Nacional de Habilitação (CNH) registrou uma alta expressiva no Brasil no primeiro oitavo de 2026. Dados do Ministério dos Transportes apresentados nesta quinta-feira (10) apontam que 7,3 milhões de cidadãos iniciaram o processo para tirar o documento entre janeiro e agosto — um salto de 216% na comparação com os 2,3 milhões registrados no mesmo intervalo do ano anterior.
O movimento refletiu-se diretamente no volume de novos condutores habilitados: cerca de 2 milhões de pessoas concluíram a emissão, representando um avanço de 17,1%. O crescimento ocorre após a implementação de um conjunto de medidas governamentais voltado a desburocratizar e baratear as etapas de habilitação.
As alterações no processo de formação surtiram maior efeito entre faixas etárias mais elevadas. Enquanto o aumento na emissão entre jovens de 18 a 20 anos ficou em 11,9%, a concessão da CNH para pessoas de 45 a 54 anos subiu 37,4%. No grupo com 55 anos ou mais, a expansão atingiu 53,4%. O público feminino também ganhou destaque, totalizando 1,2 milhão de novas habilitações no período (alta de 18%).
A eficiência do sistema apresentou avanços em todo o território nacional:
- Tempo médio de emissão: a mediana nacional para obtenção do documento caiu de 210 dias para 147 dias.
- Agilidade no processo: o percentual de condutores que levaram até seis meses para se habilitar recuou para 40,6% (contra 66,6% no período anterior), atingindo a menor taxa histórica desde 2009. Cerca de 3,69% dos candidatos obtiveram a CNH em até 30 dias.
- Plataforma digital: a reformulação do aplicativo CNH do Brasil e a oferta de material teórico gratuito na internet impulsionaram a realização de cursos preparatórios, que subiram de 2 milhões para 4,4 milhões de acessos.
Fonte: Folha de S. Paulo







