Arival Dias Casimiro pediu licença de suas funções na Igreja Presbiteriana de Pinheiros (IPP). O afastamento ocorreu em comum acordo com o Conselho da instituição, após a divulgação de acusações de assédio e abuso espiritual
O pastor evangélico Arival Dias Casimiro pediu licença de suas funções na Igreja Presbiteriana de Pinheiros (IPP), em São Paulo, no último sábado (12). O afastamento ocorreu em comum acordo com o Conselho da instituição, após a divulgação de acusações de assédio e abuso espiritual feitas por uma ex-funcionária da Junta Missionária de Pinheiros (JMP), braço da igreja.
Segundo relato da ex-trabalhadora formalizado em documento, o pastor mantinha abordagens frequentes no ambiente de trabalho com comentários sobre sua aparência e vestuário, além de sugestões de encontros fora do espaço religioso e envio de mensagens pessoais via aplicativo entre 2022 e 2024. A ex-funcionária relatou ter solicitado seu desligamento da JMP devido ao teor das conversas e afirmado ter se afastado das atividades religiosas após episódios subsequentes.
Em nota oficial, a IPP informou que o litígio foi encerrado por meio de acordo homologado pela Justiça, no qual ambas as partes reconheceram que mensagens enviadas pelo pastor foram “inoportunas, inadequadas e infelizes”.
O acordo fixou o pagamento de R$ 106.347,92, em parcela única, além de R$ 21.269,58 em honorários advocatícios. A igreja ressaltou que os valores foram integralmente custeados pelo pastor, sem impacto aos cofres da IPP ou da JMP.
No âmbito religioso, o caso foi apreciado pelo Presbitério de Pinheiros, culminando na aplicação de uma medida disciplinar ao religioso. De acordo com o comunicado da igreja, o pastor reconheceu a inconveniência dos textos e pediu perdão formalmente à reclamante.
A defesa da ex-funcionária declarou que a homologação representou o acolhimento da vítima perante as pressões do caso e destacou que o documento não contém retratação ou negação das alegações formuladas no processo. Procurado pela reportagem, o pastor Arival Dias Casimiro não retornou os contatos até o fechamento desta edição.
Fonte: Estadão







