Ministro do STF afirma que não há indícios de irregularidades contra ele e classifica a apuração como ilegal e motivada por interesses político-eleitorais
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), se manifestou publicamente pela primeira vez sobre as suspeitas relacionadas ao banqueiro Daniel Vorcaro e ao Banco Master. Em documento encaminhado ao presidente da Corte, Edson Fachin, na segunda-feira (14), Moraes negou qualquer irregularidade e afirmou que nunca favoreceu Vorcaro ou a instituição financeira.
A manifestação foi apresentada às vésperas da sessão do plenário do STF marcada para esta terça-feira (15), que deve analisar o relatório produzido pela Polícia Federal a partir de mensagens e anotações atribuídas a Vorcaro.
Moraes negou ainda ter tido conhecimento antecipado da Operação Compliance, ter mantido contato com autoridades responsáveis pela investigação ou ter repassado informações sigilosas. Ele destacou que não participou de processos relacionados ao Banco Master ou ao banqueiro e rejeitou qualquer hipótese de favorecimento.
Outro ponto levantado pelo ministro envolve a prisão de Vorcaro no Aeroporto Internacional de Guarulhos. Para Moraes, o fato de o banqueiro ter sido detido enquanto se preparava para viajar, portando seu passaporte e telefone celular, indicaria que ele não sabia previamente da existência do mandado judicial.
Segundo Alexandre de Morais não existe mensagem de sua autoria que comprove consultoria jurídica, favorecimento ao Banco Master ou conhecimento antecipado de ações policiais.
Moraes alega que as conclusões foram construídas a partir de interpretações e recortes, sem comprovação técnica suficiente. Ele também afirmou que as acusações possuem motivação político-eleitoral e seriam uma forma de “vingança”.
Fonte: g1.globo.com







