A investigação apura um suposto esquema de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro em Itatiba (SP) e Campinas (SP).
Seis pessoas foram presas durante a Operação Nexus, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) em conjunto com a Polícia Militar. A investigação apura um suposto esquema de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro em Itatiba (SP) e Campinas (SP).
Entre os investigados está o vereador de Itatiba Carlos Eduardo de Oliveira Franco (MDB), conhecido como Duguaca. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos na residência e no gabinete do parlamentar. Segundo o Gaeco, ele seria responsável por um sistema de câmeras usado para acompanhar a movimentação de policiais no bairro Parque San Francisco.
De acordo com a investigação, o monitoramento funcionava durante todo o dia e permitia avisar integrantes do grupo sobre a aproximação das forças de segurança. Com isso, suspeitos poderiam retirar drogas dos locais de venda ou interromper temporariamente as atividades.
O principal alvo da operação é Reginaldo Pereira da Silva, conhecido como Tim, apontado pelo Gaeco como líder da organização. Ele foi preso junto com a esposa em um condomínio de luxo em Itatiba. Conforme a investigação, os dois teriam envolvimento com o tráfico e com a movimentação de valores por meio de lojas de veículos.
Um policial militar também é investigado. Segundo o Gaeco, o agente teria repassado informações diretamente a Tim. A identidade do policial não foi divulgada.
A investigação aponta ainda que três lojas de veículos, duas em Itatiba e uma em Campinas, teriam sido utilizadas para ocultar ou movimentar recursos supostamente obtidos com o tráfico de drogas.
Ao todo, foram expedidos 26 mandados de busca e apreensão, sendo 23 em Itatiba e três em Campinas, além de seis mandados de prisão. A operação mobilizou mais de 160 policiais militares e integrantes do Ministério Público.
Durante as ações, foram apreendidos cinco veículos de luxo, cerca de R$ 177 mil em dinheiro, drogas, celulares e uma motocicleta.
A Câmara Municipal de Itatiba informou que, até o momento, a investigação não estaria relacionada ao exercício do mandato de Duguaca ou às atividades institucionais do Legislativo. A Câmara também destacou que os fatos ainda estão sob investigação e que devem ser respeitados o devido processo legal, a presunção de inocência, o contraditório e a ampla defesa.
Os seis presos são Maiara dos Santos Pedroso, João Vitor Giopapo de Oliveira, Reginaldo Pereira da Silva, Roseli de Souza Figueiredo, Geovane Aparecido da Silva e Anderson Uchoa Rodrigues de Souza.
Fonte: g1.globo.com







