O levantamento é realizado pelo Grupo de Pesquisas e Estudos Socioeconômicos (GESEc), do Instituto Federal do Sul de Minas (IFSULDEMINAS), em parceria com o Núcleo de Extensão, Pesquisa e Internacionalização (NEPI) do Grupo Unis.
Depois de uma alta expressiva em setembro, o preço da cesta básica apresentou uma redução e no início de outubro. O valor médio dos 13 produtos pesquisados passou de R$ 751,23 para R$ 740,49, uma queda de 1,43%. Apesar do alívio no orçamento neste mês, o cenário ainda exige atenção. Na comparação dos últimos 12 meses, o custo da cesta acumula aumento de 12,76%.
O levantamento é realizado pelo Grupo de Pesquisas e Estudos Socioeconômicos (GESEc), do Instituto Federal do Sul de Minas (IFSULDEMINAS), em parceria com o Núcleo de Extensão, Pesquisa e Internacionalização (NEPI) do Grupo Unis. A análise considera os preços dos principais supermercados da cidade de Varginha (MG), coletados na primeira semana de cada mês.
Entre os produtos pesquisados, sete registraram aumento em outubro. O tomate foi o item que mais pesou no bolso do consumidor, com alta de 8,09%. O arroz teve elevação de 4,43%, enquanto o óleo de soja ficou 2,70% mais caro. Farinha de trigo, carne bovina, pão francês e leite integral também apresentaram aumentos.
De acordo com a pesquisa, a alta do tomate está ligada principalmente à menor disponibilidade do produto em razão do excesso de chuvas em determinadas regiões produtoras. Já no caso do arroz, a elevação ocorre em meio a uma sequência de aumentos nas cotações.
A queda geral da cesta foi favorecida pelos produtos que ficaram mais baratos. A batata foi o principal destaque, com redução de 41,07% no preço médio. A banana apresentou queda de 12,73% e a manteiga recuou 2,92%. Também houve redução nos preços do feijão carioquinha, café em pó e açúcar refinado.
A maior oferta de batatas, impulsionada pelo avanço da colheita, ajudou a derrubar o preço do produto. Para a banana, o estudo aponta uma combinação de demanda menor e melhora na oferta em algumas regiões.
Mesmo com a redução registrada em outubro, o custo da cesta continua representando uma parcela significativa da renda dos trabalhadores. O valor médio de R$ 740,49 equivale a 49,39% do salário mínimo líquido. Pela estimativa do levantamento, seriam necessárias cerca de 100 horas e 30 minutos de trabalho para que uma pessoa remunerada pelo salário mínimo pudesse adquirir os produtos pesquisados.
O estudo também chama atenção para o impacto dos preços dos alimentos entre as famílias de menor renda. O custo da cesta em outubro ficou 3,40 vezes acima da referência de R$ 218 de renda mensal por pessoa utilizada para identificar situações de extrema pobreza.
Para os próximos meses, a expectativa é de que o avanço das colheitas de feijão e de produtos hortifrutigranjeiros aumente a oferta e possa contribuir para novas quedas. No entanto, as condições climáticas seguem como um fator de preocupação para o comportamento dos preços, especialmente diante da possibilidade de influência do fenômeno El Niño sobre a produção agrícola.
Fonte: varginhaonline.com.br







