Após a localização do corpo da mãe, filha descobriu que havia sido realizado um procedimento de conservação sem comunicação prévia; Prefeitura lamentou o erro, mas não esclareceu a troca.
Uma técnica de enfermagem de Rio Claro, no interior de São Paulo, passou por uma situação angustiante ao tentar transferir os restos mortais da mãe do Cemitério Municipal para um jazigo particular. Durante o procedimento, ela recebeu a ossada de outra pessoa e, dias depois, ao localizar os restos mortais corretos, descobriu que o corpo havia passado por um procedimento de conservação que não havia sido informado previamente à família.
Paula percebeu o erro ao conferir o conteúdo do saco entregue pela equipe do cemitério. Segundo ela, as características dos dentes não correspondiam às da mãe, que não possuía dentes naturais e utilizava dentadura. A ossada recebida apresentava um pivô dentário de um lado, um dente quebrado do outro e uma perfuração na testa.
Diante das diferenças, ela alertou o funcionário responsável de que aqueles restos mortais não pertenciam à sua mãe, Maria Luísa. Após a reclamação na administração do cemitério, a equipe conseguiu localizar a ossada correta alguns dias depois.
No entanto, a família ainda teve outra surpresa ao ser informada de que o corpo havia passado por um procedimento de conservação. Os restos mortais foram entregues na tarde de segunda-feira (19). Antes de realizar o sepultamento definitivo no novo jazigo, Paula conferiu o material e reconheceu as roupas utilizadas pela mãe.
A técnica de enfermagem lamentou a situação e questionou o que poderia ter acontecido caso não tivesse verificado o conteúdo da embalagem antes do sepultamento. Ela também demonstrou preocupação com a possibilidade de outras famílias enfrentarem problemas semelhantes.
Procurada para prestar esclarecimentos, a Prefeitura de Rio Claro lamentou a troca das ossadas e informou que a situação não provocou despesas extras para a família. O município negou a realização de embalsamamento e esclareceu que o corpo passou por tanatopraxia, procedimento utilizado para higienizar e conservar temporariamente os restos mortais, além de melhorar a aparência do corpo após a morte.
Apesar do posicionamento, a administração municipal não explicou o que provocou a troca das ossadas nem apresentou detalhes sobre como a falha ocorreu.
Fonte: g1.globo.com







