Operação DUX cumpre 36 mandados em cinco cidades paulistas, com prisões em flagrante, apreensão de veículos e bloqueio de bens dos investigados
A Polícia Federal realizou, na manhã desta terça-feira (20), uma operação para investigar uma organização suspeita de atuar no contrabando de eletrônicos, comércio irregular de medicamentos e anabolizantes e lavagem de dinheiro no interior de São Paulo. Segundo as investigações, o grupo movimentou mais de R$ 460 milhões.
Batizada de Operação DUX, a ação mobilizou cerca de 130 policiais federais para cumprir 36 mandados de busca e apreensão em São José do Rio Preto, Catanduva, Olímpia, Severínia e Franca. As ordens judiciais foram expedidas pela 1ª Vara Federal de São José do Rio Preto.
Até a última atualização da reportagem, três pessoas haviam sido presas em flagrante e 28 veículos tinham sido apreendidos em uma garagem. Durante as diligências, os agentes também encontraram drogas, armas, aparelhos celulares novos, dinheiro em espécie, joias, relógios de luxo, medicamentos utilizados para emagrecimento e anabolizantes.
Entre os materiais recolhidos, havia ainda um acessório com identificação falsificada do Poder Judiciário Federal, utilizado para guardar documentos funcionais de servidores. As buscas incluíram imóveis localizados em condomínios de alto padrão em São José do Rio Preto.
De acordo com a Polícia Federal, o grupo investigado utilizava empresas de fachada e pessoas sem capacidade financeira compatível com os valores movimentados. A suspeita é de que esses recursos fossem utilizados para ocultar a origem do dinheiro e esconder o patrimônio dos verdadeiros responsáveis pelo esquema.
A Justiça também determinou o bloqueio de bens e valores dos investigados, a aplicação de medidas cautelares e a suspensão de perfis em redes sociais que, conforme a investigação, eram utilizados para comercializar aparelhos eletrônicos relacionados às atividades ilícitas.
A operação busca reunir provas sobre o funcionamento da organização criminosa e esclarecer o envolvimento de cada suspeito. Conforme a participação individual, os investigados poderão responder por crimes como contrabando, descaminho, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
Fonte: g1.globo.com










