Depoimentos apontam que serviços registrados em documentos não teriam sido executados em 2024; verba federal de R$ 1 milhão foi destinada inicialmente à reforma do CAIC
O Ministério Público Federal (MPF) investiga divergências em documentos sobre serviços de pintura em escolas municipais de Casa Branca. Os registros somam R$ 336.640 em trabalhos que, segundo depoimentos colhidos em junho de 2026, não teriam sido realizados em 2024.
Do total, R$ 320 mil correspondem a pinturas na Escola Rubião Júnior e R$ 16.640 a serviços na Escola Professor Ganymédes José dos Santos Oliveira. O MPF informou, em resposta ao Portal da Cidade no dia 9 de outubro, que o inquérito civil continua em andamento e aguarda esclarecimentos de representantes da administração municipal.
A investigação envolve uma emenda federal de R$ 1 milhão indicada pelo deputado Baleia Rossi (MDB), em 2024, inicialmente destinada à reforma do CAIC Professora Stela Stefanini Bacci.
Segundo informações reunidas pelo MPF, a Secretaria Municipal de Educação recebeu orientação para utilizar os recursos na manutenção de outras escolas, com a justificativa de que os valores seriam posteriormente repostos com créditos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).
Os pagamentos identificados pelo órgão também abrangem serviços em outras duas unidades escolares. Os documentos foram assinados por representantes da administração municipal e pelo proprietário da empresa contratada.
Procurada, a Prefeitura informou que mantém seu posicionamento anterior, segundo o qual os investimentos foram ampliados para outras escolas por meio do Programa Nova Escola. A administração não apresentou esclarecimentos específicos sobre as divergências nas pinturas nem sobre a reposição dos recursos.
A empresa responsável pelos serviços também foi procurada, mas não respondeu até o fechamento da reportagem.
O caso voltou à discussão após divergências entre o vereador Matheus do Mercado (MDB) e o vice-prefeito José Geraldo Colombini (Republicanos) sobre o início da reforma do CAIC. O debate motivou uma nova consulta ao MPF.
A investigação trata da aplicação da verba federal recebida em 2024, enquanto a discussão política envolve a reforma anunciada em outubro de 2026. Até o momento, não foram esclarecidas eventuais relações financeiras entre os recursos investigados e a obra atual.
Fonte: casabranca.portaldacidade.com







