Em apenas 30 dias, cidades como Rio Claro, São Carlos, Leme, Descalvado e Santa Rita do Passa Quatro registraram assassinatos com características de execução — em todos, uso de armas de grosso calibre e elevado número de disparos
O assassinato de Igor Henrique de Souza, de 18 anos, ontem – domingo (06/07), em Rio Claro (SP), acendeu um alerta nas forças de segurança da região. O jovem foi executado com aproximadamente 45 tiros de fuzil em plena luz do dia, na esquina da Rua 9 A com a Avenida 64 A, no bairro Vila São Miguel. O crime, de extrema violência, foi registrado por volta das 17h30 e reforça uma onda de homicídios com características de execução que vem se espalhando por cidades do interior paulista nas últimas semanas.
Segundo o Boletim de Ocorrência, dois homens desceram de um Honda Fit e atiraram dezenas de vezes contra Igor, atingindo principalmente o ombro, antebraço, cabeça e abdômen da vítima. Ao lado do corpo, a perícia recolheu 45 cápsulas de munição calibre 5.56 — compatível com armamento de guerra — além de três pinos com cocaína. Igor, que possuía passagens por tráfico de drogas e adulteração de veículos, teve o celular apreendido pela polícia, que segue investigando o caso.
Pouco tempo após o crime, um veículo com as mesmas características do usado pelos criminosos foi encontrado carbonizado numa área de mata próxima à Floresta Estadual Edmundo Navarro de Andrade. A suspeita é de que o carro tenha sido destruído para dificultar a investigação.
Esse não foi um caso isolado. Na semana anterior, outro jovem de 24 anos foi morto com 60 tiros na Vila Alemã, também em Rio Claro. Em comum entre os dois assassinatos estão o uso de fuzis, a grande quantidade de disparos, o envolvimento das vítimas com o tráfico e a ausência de prisões até o momento.
Esses episódios em Rio Claro se somam a outros casos de características semelhantes registrados nas últimas quatro semanas em São Carlos, Descalvado, Leme e Santa Rita do Passa Quatro. Todos envolvem execuções com armamento pesado, número elevado de tiros e indícios de que se trata de assassinatos por encomenda.
A Polícia Civil investiga conexões entre os crimes, enquanto especialistas apontam para possíveis disputas entre facções ou queimas de arquivo dentro do submundo do tráfico. As investigações seguem sob sigilo.







