De saída da Fiesp, Josué Gomes da Silva defendeu mudanças profundas na estrutura do Sistema S, incluindo o fim dos repasses às entidades patronais, trata-se de dinheiro público usado sem transparência por sindicatos, federações e confederações
De saída da Fiesp (Federação da Indústria do Estado de São Paulo), o presidente da entidade, Josué Gomes da Silva, que deixa o cargo, que exerce desde 2022, defendeu mudanças profundas na estrutura do Sistema S, incluindo o fim dos repasses às entidades patronais.
Gomes da Silva afirmou que a taxa de administração cobrada pelo Sistema S, responsável por financiar serviços como Sesc, Senai e Senac, não vem sendo tratada com a transparência necessária. Segundo ele, a falta de clareza no uso desses recursos foi evidenciada por um acórdão do Tribunal de Contas da União (TCU) publicado no ano passado, que apontou deficiências na gestão e na prestação de contas.
“De vez em quando tem político que diz: ‘vamos sentar a faca no Sistema S’, porque provavelmente acha que existem desperdícios. Esses desperdícios estão principalmente na taxa de administração, que é legal, mas não se trata esse recurso com transparência”, declarou Josué Gomes da Silva .
Ao defender o debate sobre o tema, Josué Gomes reforçou que um eventual corte ou reformulação dos repasses poderia estimular maior controle sobre a aplicação das verbas e reduzir eventuais desvios ou gastos excessivos.
Fonte: Folha de S. Paulo







