SSP afirma que plano, articulado em grupos de 8 mil pessoas no Telegram, mirava avenida com bombas e coquetéis molotov nesta segunda (02/02)
Nesta segunda-feira (02/02), a Polícia Civil de São Paulo, em uma operação coordenada com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), desarticulou um grupo que planejava atacar locais da avenida Paulista com bombas e coquetéis molotov.
A ação, que também resultou em detenções no Rio de Janeiro, prendeu 12 suspeitos, sendo que seis deles ocupariam posições de comando nos supostos ataques, segundo as investigações.
De acordo com a SSP, os atentados eram planejados por meio de redes sociais, com foco no aplicativo Telegram, onde os organizadores compartilhavam uma cartilha com orientações. O material instruía os participantes, entre maiores e menores de idade, a levarem bloqueadores de sinais de celular para dificultar a ação dos órgãos de segurança e ensinava técnicas para identificar policiais infiltrados durante protestos.
O delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Arthur Dian, informou que os grupos investigados contavam com aproximadamente 8.000 participantes. Apesar da extensa rede e da gravidade dos planos, os explosivos não foram localizados. A SSP destacou que segue apurando o paradeiro dos artefatos. Durante as buscas, foi apreendido um simulacro de arma.
Em contraste com a natureza violenta dos planos descritos pelas autoridades, os suspeitos detidos, em sua maioria jovens, teriam admitido a participação nos grupos, mas afirmado que se tratava de uma “brincadeira”.
A SSP ressaltou que, de acordo com as investigações, o grupo não possuía motivação política explícita, declarando-se contra governos em geral. A operação permanece em andamento, com a polícia aprofundando as investigações sobre a rede, a origem dos planos e o possível destino dos explosivos que não foram encontrados.
Fonte: Folha de S. Paulo







