Ataque após rodada considerada positiva expõe impasse profundo e levanta dúvidas sobre real intenção das negociações
Dias antes da ofensiva militar de Estados Unidos e Israel contra o Irã, representantes dos dois países se reuniram em Genebra, na Suíça, para discutir o programa nuclear iraniano. A mediação de Omã foi descrita como positiva, com avanços inéditos, incluindo garantias de Teerã de que não buscaria produzir bomba atômica.
O chanceler omanense, Badr al-Busaidi, classificou o compromisso como um passo histórico. O ministro iraniano Abbas Araghchi também falou em progresso. Mesmo assim, poucas horas depois, os ataques começaram.
O presidente Donald Trump afirmou que a ação visava eliminar ameaças iminentes e proteger os americanos. Já o premiê israelense Benjamin Netanyahu declarou que o regime iraniano não pode ter acesso a armas nucleares.
Especialistas avaliam que não houve mal-entendido, mas posições irreconciliáveis. As exigências de Washington eram vistas por Teerã como excessivas, próximas de uma rendição. Ao mesmo tempo, o envio prévio de reforços militares à região indicava que a alternativa bélica já estava em consideração.
Para analistas, a ofensiva reflete uma estratégia de pressão máxima e torna ainda mais distante a possibilidade de um novo acordo nuclear no curto prazo.
Fonte: dw.com







