Documentos da Operação Lamaçal apontam transações suspeitas de R$ 9,8 milhões de Marcelo Caumo e R$ 13,7 milhões de empresária ligada a contratos emergenciais
O ex-prefeito de Lajeado, Marcelo Caumo (União Brasil), que havia sido preso temporariamente, movimentou cerca de R$ 9,8 milhões entre janeiro de 2020 e fevereiro de 2025, de acordo com documentos judiciais da Operação Lamaçal, investigação que apura desvios milionários de verbas destinadas às enchentes de 2024.
No mesmo período, Lorena Mercalli, proprietária da Arki Serviços, recebeu mais de R$ 13,7 milhões de sua própria empresa, levantando suspeitas de direcionamento e sobrepreço em contratos firmados com a administração municipal. Parte dessas transações coincide com contratos emergenciais para ações após as enchentes de maio de 2024 no Rio Grande do Sul.
Apesar da gravidade das suspeitas, a prisão temporária de Caumo e Lorena foi revogada pelo desembargador Loraci Flores de Lima, do TRF-4, após depoimentos prestados à Polícia Federal. A decisão gerou questionamentos sobre a condução da investigação e a responsabilização de envolvidos em contratos emergenciais com indícios de irregularidades.
Fonte: Fronteira 360







