Extratos apontam 1.531 transações entre 2022 e 2026; defesa afirma que valores têm origem legal em empresas, investimentos e herança
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS recebeu nesta quarta-feira (5) extratos bancários de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os documentos apontam movimentação total de R$ 19,5 milhões entre janeiro de 2022 e janeiro de 2026.
Segundo os dados analisados pela comissão, foram registradas 1.531 transações no período, com R$ 9,77 milhões em créditos e R$ 9,75 milhões em débitos. A maior movimentação ocorreu em 2024, com R$ 7,27 milhões.
Parte das entradas nas contas veio de resgates de fundos de investimento, que somaram cerca de R$ 4,4 milhões, além de transferências entre contas do próprio empresário. Empresas das quais Lulinha é sócio com a esposa também repassaram cerca de R$ 3,2 milhões.
Os extratos mostram ainda três transferências feitas pelo presidente Lula ao filho, que juntas totalizam R$ 721 mil, realizadas entre 2022 e 2023.
Entre as saídas, aparecem transferências para ex-sócios. Jonas Leite Suassuna Filho recebeu cerca de R$ 704 mil em 17 operações entre 2022 e 2025, enquanto Kalil Bittar recebeu R$ 750 mil em 15 transações entre 2024 e 2025.
A CPMI investiga suspeitas de fraudes em benefícios previdenciários e ampliou a análise de movimentações financeiras consideradas relevantes. O nome de Lulinha passou a ser citado após mensagens apreendidas pela Polícia Federal em investigação sobre o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.
Em nota, a defesa de Lulinha afirma que não há qualquer ligação dele com fraudes no INSS e que todas as movimentações financeiras são legais e declaradas à Receita Federal, envolvendo empresas legítimas, investimentos e recursos recebidos por herança.
Fonte: g1.globo.com







