PL teme divisão de votos da direita com Ricardo Salles e aposta em nome com forte apoio religioso para consolidar base eleitoral
O Partido Liberal avalia que a definição do candidato ao Senado em São Paulo passará, em grande parte, pelo peso da igreja evangélica na disputa. A legenda do ex-presidente Jair Bolsonaro teme que a fragmentação do campo conservador prejudique o desempenho nas urnas.
Nos bastidores, dirigentes demonstram preocupação com a possível candidatura de Ricardo Salles, do Partido Novo, ao Senado. A avaliação é de que ele pode atrair parte do eleitorado de direita, dividindo votos com o nome que vier a ser oficializado pelo PL.
O cenário se torna ainda mais complexo diante da presença de Geraldo Alckmin, do Partido Socialista Brasileiro, que pode representar o campo de centro-esquerda na corrida.
Com Guilherme Derrite, do Progressistas, liderando as pesquisas e já consolidado como um dos principais concorrentes à vaga, o PL busca um nome capaz de unificar o eleitorado conservador. Nesse contexto, o deputado Marco Feliciano ganha força.
Ligado à Assembleia de Deus, Feliciano é visto como alguém que já parte de uma base eleitoral consistente entre os evangélicos. Lideranças do partido avaliam que a escolha de um suplente de outra vertente religiosa poderia ampliar ainda mais o alcance da candidatura, caso Eduardo Bolsonaro não possa ocupar a posição.
Feliciano também contaria com a simpatia do presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto. Outros nomes seguem no páreo, como o deputado Mário Frias, apontado como favorito de Eduardo Bolsonaro, e o vice-prefeito da capital, Mello Araújo, que teria apoio do núcleo mais próximo da família Bolsonaro.
A definição do candidato deve considerar não apenas o desempenho nas pesquisas, mas também a capacidade de mobilização do eleitorado religioso e a estratégia para evitar a dispersão dos votos da direita em São Paulo.
Fonte: veja.abril.com.br







