Relatórios enviados à CPI do Crime Organizado apontam repasses a Gustavo Loyola e outros nomes ligados à política e à economia
O Banco Master informou à Receita Federal ter pago R$ 5,125 milhões ao economista Gustavo Loyola, que já presidiu o Banco Central em dois períodos distintos, nos governos de Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso. Os dados fazem parte de documentos encaminhados à Comissão Parlamentar de Inquérito do Crime Organizado.
Segundo as informações, a instituição financeira também declarou pagamentos a diversas figuras públicas, incluindo dirigentes partidários, ex-ministros e familiares de autoridades. Entre os nomes citados estão Antonio Rueda, ACM Neto, Guido Mantega, Fabio Wajngarten, Henrique Meirelles e Ricardo Lewandowski, além de integrantes da família do governador do Paraná, Ratinho Jr.
Em declaração, Loyola afirmou que sua atuação no banco era conhecida e restrita a um comitê consultivo, do qual também participavam Meirelles e Lewandowski. O economista explicou que seu trabalho consistia na análise de cenários macroeconômicos e oportunidades de mercado, sem envolvimento em outras áreas.
O contrato de consultoria teve início em meados de 2023, com pagamentos mensais de R$ 250 mil. No primeiro ano, Loyola recebeu R$ 1,25 milhão, valor que dobrou nos dois anos seguintes, totalizando mais de R$ 5 milhões em pouco mais de dois anos.
Apesar de também ocupar o cargo de diretor-presidente da Tendências Consultoria, Loyola foi contratado pelo Banco Master por meio de uma empresa própria, da qual é sócio majoritário ao lado do filho.
Ainda em 2025, durante o período em que prestava serviços ao banco, o economista comentou publicamente a possível aquisição do Master pelo BRB, avaliando que a operação poderia trazer benefícios amplos. Ele afirmou ter informado previamente sobre sua relação com a instituição e ressaltou não ter conhecimento detalhado sobre eventuais negociações entre os bancos.
Fonte: Metrópoles







