Acordo abriu mercado de 80 mil agentes ao Banco Digimais, de Edir Macedo, em meio a prejuízos milionários e risco de quebra técnica do banco ligado ao partido do governador o Republicano e a Igreja Universal
O governador de SP, Tarcísio de Freitas (Republicanos), autorizou o Banco Digimais, instituição ligada ao bispo Edir Macedo e à Igreja Universal, a realizar empréstimos consignados para os policiais militares do estado. A autorização ocorreu em setembro de 2025, período em que o banco já enfrentava uma severa crise de liquidez e acumulava prejuízos na casa dos R$ 250 milhões.
A medida garantiu à instituição financeira acesso a uma clientela potencial de mais de 80 mil agentes ativos, além dos inativos. O crédito consignado, cujas parcelas são descontadas diretamente na folha de pagamento, é considerado um ativo de baixo risco que ajuda a injetar liquidez em bancos com dificuldades financeiras.
Conexões políticas – a relação entre o Palácio dos Bandeirantes e a instituição levanta questionamentos devido aos laços partidários. O Republicanos, partido de Tarcísio, é o braço político da Igreja Universal, proprietária do banco. Sob a atual gestão, a aproximação entre a igreja e a Polícia Militar tem se intensificado.
Enquanto o acordo era selado, a saúde financeira do Digimais era crítica:
- Histórico: Os problemas começaram na pandemia com a alta da inadimplência.
- Patrimônio Corroído: Relatórios de 2024 e 2025 apontaram a necessidade de aportes recorrentes de Edir Macedo para evitar uma quebra técnica.
- Rombo Crescente: O prejuízo, que era de R$ 250 milhões em setembro de 2025, saltou para quase R$ 500 milhões em fevereiro de 2026.
Antes da autorização para operar com a PM, o Digimais chegou a anunciar uma venda para o BlueBank, do empresário Maurício Quadrado. No entanto, a transação foi barrada pela resistência do Banco Central e pela deterioração do cenário econômico. Recentemente, em abril de 2026, o BTG Pactual anunciou um acordo para assumir a operação da instituição.
Fonte: Metrópoles







