Investigação revela prejuízos avassaladores, patrimônio vultoso em nome dos investigados e de parceiros
A Polícia Civil de Porto Ferreira deu vários passos na apuração da “grande fraude financeira” ocorrida no município e na região. Sob o comando do Delegado Dr. Alexandre da Silva, a instituição instaurou o Inquérito Policial nº 2137565-13.2026 para investigar uma complexa estrutura de pirâmide financeira, operada pela empresa LN Créditos, que teria desviado cifras milionárias de dezenas de investidores.
O foco das investigações recai sobre o empresário L. N. P. O. e seu pai, o advogado J. N. O. F., suspeitos de associação criminosa, crimes contra a economia popular e lavagem de dinheiro.
A atuação incisiva – desde o estouro do esquema, em abril de 2026, a Polícia Civil tem demonstrado um trabalho de excelência técnica e agilidade. O Delegado Dr. Alexandre da Silva determinou uma série de medidas operacionais rigorosas para garantir a preservação de provas e a elucidação dos fatos.
Entre as ações de destaque da corporação, figuram:
- Diligências de campo: expedição da Ordem de Serviço nº 065/2026, que levou equipes a cinco endereços estratégicos em Porto Ferreira e Ribeirão Preto na tentativa de localizar os envolvidos.
- Análise documental: apreensão e perícia de contratos de cessão de crédito, notas promissórias e comprovantes bancários que simulavam operações de mercado de capitais.
- Gestão de crise: o acolhimento e coleta de depoimentos detalhados de dezenas de vítimas, permitindo o mapeamento do modus operandi da organização.
A Ilusão do “Risco Zero” – segundo o relatório policial, os investigados utilizavam a credibilidade da profissão de J. N. O. F. para atrair vítimas. Eles ofereciam cotas de investimento baseadas em supostos créditos trabalhistas de gigantes como Heineken, Raízen e Porto Seguro.
O esquema funcionava com promessas de alta rentabilidade: um aporte de R$ 93 mil, por exemplo, renderia R$ 165 mil em dez parcelas mensais. Para conferir uma “falsa sensação de segurança”, os suspeitos emitiam notas promissórias e contratos com selos de autenticidade digital, simulando que o capital estava “securitizado”.
“O negócio era apresentado como seguro sob a alegação de que, em caso de inadimplência, haveria bloqueio judicial dos valores das empresas devedoras“, aponta a investigação.
Prejuízos avassaladores -o impacto social do esquema em Porto Ferreira é profundo. O trabalho da Polícia Civil revelou histórias dramáticas de famílias que perderam economias de uma vida inteira:
| Vítima (Iniciais) | Prejuízo Declarado (os maiores) | Contexto do Investimento |
| B. R. R. | R$ 8.078.000,00 | Maior prejuízo individual; investiu sob garantia do advogado. |
| S. L. P. | R$ 5.000.000,00 | Intermediário que aplicou recursos da previdência de familiares. |
| M. L. E. | R$ 4.500.000,00 | Gerenciava rede de 110 pessoas; incluiu pais e avó no negócio. |
| F. F. T. D. C. | R$ 470.000,00 | Levantou capital via empréstimo com garantia de imóvel. |
| J. D. U. | R$ 209.000,00 | Diversos aportes via PIX realizados em 2025/2026. |
* existe diversas outras vítimas que constam no inquerito, acima estão as que declaram valores mais altos.
Fuga – enquanto investidores amargam perdas, os dossiês da Polícia Civil revelam um patrimônio vultoso em nome dos investigados e de parceiros como C. R. D.. A lista de bens inclui veículos de alto luxo como uma Land Rover Defender 2024, um Porsche 911 Carrera 2024, e motocicletas BMW R1300GS.
No dia 26 de abril de 2026, durante uma reunião, L. N. P. O. tentou culpar um suposto terceiro pelo sumiço de R$ 10 milhões. Logo após, ele e sua esposa desapareceram. O relatório do setor de investigações, datado de 11 de maio, confirma que os suspeitos encontram-se em local incerto e não sabido.
Compromisso com a Justiça – o Delegado responsável já solicitou dilação de prazo à Justiça para concluir a análise da vasta documentação e seguir com os trâmites legais. A atuação firme da Polícia Civil de Porto Ferreira neste caso reafirma o compromisso das autoridades locais em proteger a economia popular e punir rigorosamente crimes que ferem a boa-fé da comunidade ferreirense.
As autoridades orientam que outras possíveis vítimas procurem a delegacia para formalizar a denúncia e auxiliar na instrução do processo.
Fonte: Inquérito Policial nº 2137565-13.2026







