Um grupo de congressistas bolsonaristas reuniu-se com o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), com o objetivo de costurar apoio político para evitar a votação no senado doo fim da escala 6×1
Em uma movimentação estratégica para conter o avanço célere da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da jornada de trabalho na escala 6×1, parlamentares de oposição ao governo iniciaram uma articulação direta no Senado Federal.
Na última semana, um grupo de congressistas bolsonaristas reuniu-se com o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), com o objetivo de costurar um apoio político que pode alterar significativamente o rumo do texto.
A intenção da oposição é incluir na proposta a criação de um regime de remuneração baseado estritamente em horas trabalhadas. Na avaliação de analistas políticos, a introdução dessa nova variável tem o potencial prático de travar as discussões nas comissões do Senado. O movimento cria um obstáculo para os planos do Palácio do Planalto, já que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva trabalha ativamente para garantir a aprovação e a promulgação da matéria antes do recesso e do período eleitoral.
A ofensiva no Senado foi deflagrada diante do cenário desfavorável que a oposição projeta na Câmara dos Deputados. A expectativa de parlamentares de direita é de uma derrota iminente na votação em plenário, marcada para a próxima quinta-feira (28).
A tendência é que os deputados aprovem o texto original da PEC sem contemplar as modificações sugeridas pela oposição e pelos setores empresariais.
Além da rejeição às emendas da direita, o relatório que deve ir a voto na Câmara estabelece um período de transição considerado “curto demais” por empresários e partidos de oposição. O texto prevê um prazo que varia de apenas 2 a 14 meses para a adaptação total das empresas à redução da jornada de trabalho.
Diante da provável aprovação célere pelos deputados, a estratégia da oposição passa a se concentrar em Alcolumbre, buscando usar o Senado como uma força de moderação e, se necessário, de retenção do ritmo da proposta que altera as dinâmicas trabalhistas no país.
Fonte: Folha de S. Paulo e Metrópoles







