Docentes apoiam estudantes paralisados desde abril e rejeitam proposta salarial apresentada pelo Cruesp
Professores da Universidade de São Paulo aprovaram nesta segunda-feira (25) a entrada em greve em apoio aos estudantes e em defesa de reajuste salarial maior para a categoria. A decisão foi tomada em assembleia organizada pela Associação de Docentes da Universidade de São Paulo.
Os docentes criticam o reajuste de 3,47% definido pelo Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas, baseado no IPC-Fipe. A proposta dos professores é de 4,39%, índice do IPCA, mais 3% de recomposição das perdas salariais acumuladas desde 2012.
Além da pauta salarial, os professores defendem a retomada das negociações entre a reitoria e os estudantes, que mantêm greve desde abril. Entre as reivindicações dos alunos estão o aumento do Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil (Papfe), melhorias na moradia estudantil, no Bandejão e no Hospital Universitário.
A USP propôs reajuste no auxílio estudantil, elevando o benefício integral para R$ 912. Os estudantes, porém, pedem aumento para R$ 1.804, equivalente ao salário mínimo paulista.
Após três rodadas de negociação sem acordo, a reitoria encerrou as conversas, aumentando a tensão dentro da universidade.
Fonte: noticias.r7.com







