Deputado do PL defende implementação imediata de jornada com 3 dias de folga.
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) utilizou suas redes sociais ontem, terça-feira, 26 de maio de 2026, para defender uma manobra política da oposição na Câmara: a aprovação imediata da escala de trabalho 4×3 (quatro dias de trabalho e três de descanso).
Em um vídeo, o parlamentar afirmou que o apoio à proposta tem o objetivo de fazer com que a população “sinta na pele” os impactos econômicos de uma medida que ele considera “populista” e “irresponsável” por parte do governo de Luiz Inácio Lula da Silva.
Nikolas argumentou que, ao votar a favor da escala 4×3, uma proposta mais generosa ao trabalhador do que a discussão original sobre o fim da escala 6×1, a direita quer evitar ser responsabilizada caso a economia sofra prejuízos.
“A gente não vai apoiar porque concorda com essa medida populista irresponsável não. Porque a gente quer mostrar que quando der merda a culpa é deles [governo Lula]”, afirmou o deputado em vídeo.
O parlamentar mineiro, um dos principais nomes da oposição, acrescentou que a aprovação rápida da medida faria com que os impactos econômicos aparecessem antes das eleições de 2026.
A declaração de Nikolas alinha-se à nova postura do Partido Liberal (PL), liderado na Câmara por Sóstenes Cavalcante, que passou a defender a implementação da escala 4×3 sem um período de transição gradual, contrapondo-se ao Projeto de Lei que busca o fim da escala 6×1.
A deputada Erika Hilton (PSOL-SP), autora da PEC que propõe o fim da escala 6×1, classificou a movimentação do PL como uma “manobra covarde” para atrasar a tramitação do projeto original, segundo reportagem do Correio da Manhã.
Apesar da defesa da 4×3 no contexto de “travar” a pauta governista, Nikolas argumentou que o PT estaria agindo com interesse eleitoral, ao não incluir servidores públicos na proposta de fim da escala 6×1, focando apenas no setor privado. Ele afirmou não ser contra a redução da jornada, mas criticou a ausência de estudos técnicos sobre o aumento de custos e o desemprego que a medida traria.
Fonte: Congresso em Foco e Uol







