Modelo adotado pela montadora revolucionou as relações trabalhistas, aumentou a produtividade e influenciou leis em diversos países, incluindo o Brasil
Há 100 anos, uma decisão de Henry Ford transformou a forma como milhões de pessoas trabalham. Em 1º de maio de 1926, o fundador da Ford Motor Company implantou oficialmente a jornada de cinco dias de trabalho por semana, com 40 horas semanais para seus funcionários.
Na época, a maioria dos trabalhadores cumpria jornadas mais longas, geralmente de até 48 horas por semana. Ford acreditava que mais tempo de descanso poderia aumentar a produtividade, melhorar a qualidade de vida dos empregados e ainda fortalecer o consumo.
A aposta deu resultado. Com os avanços nas linhas de montagem, a empresa conseguiu manter a produção elevada mesmo com menos horas de trabalho. Além disso, trabalhadores com melhores salários e mais tempo livre passaram a consumir mais, fortalecendo a economia.
O sucesso do modelo levou outras empresas a seguirem o mesmo caminho. Nos Estados Unidos, a jornada de 40 horas semanais foi incorporada à legislação em 1940 e, posteriormente, o sistema se espalhou por diversos países.
No Brasil, a regulamentação da jornada avançou a partir da década de 1930 e foi consolidada pela CLT. Hoje, a escala 5×2 é uma das mais adotadas no mercado de trabalho, refletindo uma mudança iniciada por Ford há um século e que continua influenciando os debates sobre produtividade e qualidade de vida.
Fonte: bbc.com







