A estratégia desenhada pelo consórcio entre a direita e o Centrão consiste em reter o texto ao máximo e tentar não aprovar o fim da jornada 6×1 e deixar vigorar a livre negociação entre patrões e empregados
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da jornada de trabalho 6×1 enfrenta uma forte e silenciosa barreira nos bastidores do Senado Federal. Senadores da ala bolsonarista e do bloco do Centrão iniciaram uma intensa articulação política para atrasar a tramitação da medida.
O movimento conta com a conivência estratégica do presidente do Senado, David Alcolumbre, que atua para blindar a pauta de votações contra projetos que contrariem os interesses do grande empresariado.
A proposta, que ganhou tração popular e forte apoio nas redes sociais, propõe a revisão do limite constitucional de trabalho, abrindo caminho para o modelo de quatro dias semanais. No entanto, nos no senado os bolsonaristas juntamente com Centrão tentam encurralar o presidente da casa através de chantagens com o pedido de CPI do Caso Master para não ver aprovação da PEC vinda da Câmara.
O principal motor dessa resistência é o compromisso financeiro e ideológico desses parlamentares com grandes empresários, setores do agronegócio e do varejo, que compõem a base de sustentação da chamada “direita fisiológica”.
Representantes dessas entidades patronais alegam que a mudança aumentaria os custos trabalhistas e reduziria a produtividade nacional. Em resposta a essa pressão, senadores governistas e da oposição moderada apontam que o adiamento sistemático serve como um “sepultamento homeopático” da proposta, evitando o desgaste de um voto contrário explícito diante da opinião pública.
Fonte: Metrópoles







