Enquanto funcionalismo público municipal recebeu em 2026 um reajuste de 4,8%, o convênio médico terá 23,30% de aumento; servidores de baixa renda denunciam discrepância e serviços precários.
Em mais um episódio em que a corda estoura do lado mais fraco, a Administração Municipal de Porto Ferreira concluiu, na última terça-feira (16), as negociações com o Convênio Dona Balbina Clínicas. O desfecho da negociação acendeu a indignação do funcionalismo público: o valor anual do plano de saúde terá um reajuste de 23,30% — um índice que representa quase cinco vezes o reajuste salarial concedido aos servidores municipais em 2026, que não chegou a 4,8%.
A disparidade cruel entre o ganho real do trabalhador e o aumento do custo de vida institucionalizado pela própria Prefeitura gerou uma onda de revolta nas redes sociais. Parauma parte dos servidores, normalmente aqueles que recebem salários inferiores a R$ 3.000,00, a matemática da administração do Prefeito André Braga é um golpe direto no estômago e no poder de compra, que já anda severamente defasado, pois em 2025 o salário dos servidores teve reajuste abaixo do índice da inflação.
A crítica que ecoa nos corredores da Prefeitura e nas plataformas digitais aponta para a desigualdade gritante no impacto dessa medida. Enquanto a minoria que ocupa o topo da pirâmide salarial do município, apelidada popularmente de “marajás”, não sentirá o peso do novo desconto, quem está na base vê o orçamento familiar ser estrangulado.
Além do impacto financeiro severo, a qualidade do serviço prestado pela Dona Balbina Clínicas é alvo de pesadas críticas por parte dos usuários. Servidores relatam que o aumento abusivo da mensalidade não se reflete, de forma alguma, na eficiência dos atendimentos. Pelo contrário: a lentidão e o descaso parecem ser a regra.
Entre os desabafos colhidos nas redes sociais, o sentimento de injustiça é generalizado:
- “Aumento de valor não condiz com os atendimentos em consultas e exames, estão demorados, precisam ser mais rápidos…”
- “Uma porcaria de convênio..”
- “Servidor teve 4,8%, convênio sobe 23? Que sacanagem é essa?…”
- “O valor pago já não é suficiente? (…) Demora no atendimento e, se precisar de PS [Pronto Socorro] e PA [Pronto Atendimento], piorou…”
O cenário desenhado pela atual gestão deixa o servidor municipal em um beco sem saída: obrigado a pagar mais por um serviço que entrega menos, enquanto assiste ao seu salário perder valor de mercado.
A prefeitura, ao chancelar um reajuste dessa magnitude sem garantir uma contrapartida digna na qualidade do atendimento ou na reposição salarial dos trabalhadores, demonstra uma preocupante falta de sensibilidade com a realidade econômica a maioria dos servidores que ganham menos de R$ 3.000,00 de salário mensal.
Fontes: Site oficial e Facebook oficial da Prefeitura de Porto Ferreira







