Superlotação na rede de saúde e morte de bebê de sete meses levam município a adotar medidas emergenciais
A Prefeitura de Jaboticabal decretou estado de calamidade pública diante do aumento dos casos de síndromes respiratórias graves e da superlotação das unidades de saúde. A medida foi publicada no último dia 11 e ocorre após a morte de uma bebê de sete meses diagnosticada com bronquiolite.
Com o decreto, o município pode remanejar recursos do orçamento e realizar contratações emergenciais sem licitação para ampliar a capacidade de atendimento.
Segundo a administração municipal, houve um crescimento atípico na procura por leitos de UTI, enquanto hospitais de referência da região enfrentam superlotação e dificuldades para receber novos pacientes. A situação também afeta a Unidade de Pronto Atendimento (UPA), que opera acima da capacidade nos setores de urgência, recuperação e isolamento respiratório.
A Prefeitura informa que a unidade foi projetada para atender cerca de 150 pacientes por dia, mas atualmente recebe aproximadamente 350 atendimentos diários. Além dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), o município registra aumento na demanda por atendimentos relacionados a doenças cardiovasculares.
Entre as medidas já adotadas estão a contratação de leitos de UTI em hospitais da região, a abertura de novas vagas para internação e a compra mais ágil de insumos e serviços necessários para o enfrentamento da crise na saúde.
Fonte: g1.globo.com







