Degradação generalizada do Parque do Lago em Pirassununga (SP), sinaliza à população que a preservação do bem comum perdeu a relevância.
A conservação do patrimônio coletivo é uma das obrigações primordiais de qualquer administração municipal. Quando os gestores públicos falham nessa missão, o impacto negativo ultrapassa a mera deterioração física das estruturas.
O desleixo por parte dos prefeitos funciona como um péssimo exemplo para a comunidade, transmitindo a mensagem implícita de que os espaços públicos não possuem valor e, por consequência, desestimulando a própria população a mantê-los preservados.
Um retrato contundente dessa realidade pode ser observado em Pirassununga (SP). O Parque Municipal Temístocles Marrocos Leite, popularmente conhecido como Parque do Lago, que já foi um dos principais cartões-postais e pontos de lazer da região, hoje amarga um cenário de abandono sistêmico.
Frequentadores e moradores das proximidades enfrentam problemas que vão desde o lixo acumulado e mato alto, que já ultrapassa um metro de altura, até bancos danificados, restos de podas que nunca foram recolhidos e fiação elétrica perigosamente exposta.
A infraestrutura de lazer está praticamente inutilizada. Pelo menos 12 pedalinhos encontram-se completamente fora de operação, sendo que parte deles está empilhada fora da água. Esses equipamentos, confeccionados em formato de patos, tornaram-se uma ameaça à saúde pública, pois acumulam água das chuvas em seus interiores.
A mesma situação ocorre em pneus deixados ao redor, criando o ambiente perfeito para a proliferação do mosquito transmissor da dengue e gerando forte apreensão na vizinhança.
O declínio atinge também a área infantil e os espaços de bem-estar. Os parquinhos destinados às crianças foram interditados de forma improvisada com o uso de correntes e fitas zebradas, enquanto os aparelhos voltados à ginástica da população estão quebrados.
Devido à sujeira generalizada e ao receio de infestação por carrapatos, os cidadãos estão se afastando do local de forma progressiva. O comerciante Antônio Inácio, residente nas adjacências do parque, expressou sua indignação com a conjuntura atual.
Na parte inferior do complexo, dois banheiros públicos permanecem trancados, imundos e com fiação descoberta. Antigos recintos que serviam de abrigo para animais estão desocupados e exibem rachaduras e buracos nas paredes.
Diante das cobranças, a Prefeitura de Pirassununga manifestou-se por meio de nota oficial informando que as secretarias municipais farão as manutenções necessárias, contudo, o Executivo não estipulou nenhum prazo para a execução das melhorias.
Fonte: G1 São Carlos







