Termos como “sigma”, “beta” e “redpill” se espalham por memes e brincadeiras, aproximando jovens de discursos extremistas sem que eles conheçam seus significados
Expressões que parecem apenas gírias ou brincadeiras entre crianças e adolescentes podem esconder uma influência preocupante vinda de comunidades radicais da internet. Pais e educadores estão em alerta com a popularização de termos associados a discursos de ódio, que chegam aos mais jovens principalmente por meio de memes, vídeos e conteúdos humorísticos.
Palavras como “alfa”, “beta” e “sigma” fazem parte de uma suposta hierarquia masculina criada em fóruns virtuais. O termo “alfa” costuma representar um homem dominante e bem-sucedido, enquanto “beta” ou “betinha” é usado como ofensa para indicar alguém considerado fraco ou submisso. Já “sigma” ganhou força como a imagem de um jovem independente, visto como um “alfa solitário”.
Outras expressões, como “incel” e “redpill”, também passaram a circular entre adolescentes. Elas estão associadas a comunidades que propagam ideias de misoginia e discursos contra mulheres, muitas vezes disfarçados de humor ou mensagens de motivação pessoal.
Especialistas explicam que o uso de memes e piadas facilita a entrada desses conceitos no cotidiano dos jovens, tornando discursos agressivos aparentemente normais. O que começa como uma brincadeira pode influenciar a forma como adolescentes enxergam colegas, relacionamentos e a própria identidade.
O avanço dessas comunidades virtuais aumentou nos últimos anos. Levantamentos sobre grupos públicos em plataformas como o Telegram apontam crescimento expressivo de espaços que disseminam conteúdos extremistas desde a pandemia.
A recomendação para famílias e escolas é acompanhar a linguagem usada pelos jovens e buscar diálogo. Conhecer o significado dessas expressões ajuda a identificar possíveis influências negativas e a desenvolver o senso crítico diante do conteúdo consumido na internet.
Fonte: band.com.br







